Segundo alto funcionário do Exército, ação americana somente tem conseguido interromper certo avanço do Estado Islâmico

Reuters

Uma série de ataques aéreos dos EUA desde a semana passada diminuiu o ritmo operacional do Estado Islâmico, o grupo rebelde que tomou grandes áreas do norte do Iraque, mas é improvável que a operação enfraqueça substancialmente o grupo, afirmou o Pentágono, nesta segunda-feira (11).

Veja fotos dos conflitos envolvendo o grupo Estado Islâmico no Iraque:

"Avaliamos que os ataques aéreos dos EUA no norte do Iraque têm contido o ritmo operacional do Estado Islâmico e interrompido temporariamente seus avanços em direção à província de Arbil [que inclui a capital da semiautônoma região curda do Iraque]", disse o tenente-geral William Mayville Jr., um alto funcionário do Pentágono. "No entanto, esses ataques não devem afetar as capacidades globais do Estado Islâmico ou suas operações em outras áreas do Iraque e Síria."

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O governo dos EUA disse na semana passada que atacaria áreas no país para proteger norte-americanos do grupo militante, que ganhou força durante a guerra na vizinha Síria, e garantir que a minoria yazidis, do norte iraquiano, não seja alvo da violência sistemática dos militantes muçulmanos sunitas.

Os 15 ataques aéreos realizados até agora fazem parte da primeira ação militar direta dos EUA no Iraque desde que o governo Obama encerrou a retirada de suas tropas, no final de 2011, com a esperança de acabar com o o sangrento e longo envolvimento militar no país.

Mayville disse que o Estado Islâmico, que começou um avanço impressionante ao norte do Iraque em junho, permanece forte: "O grupo continua focado em garantir e ganhar território adicional em todo o Iraque e vai manter seus ataques contra as forças de segurança e posições iraquianas e curdas, bem como alvejar yazidis, cristãos e outras minorias".

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