Durante o pronunciamento, o presidente americano descartou uma possível intervenção terrestre das forças armadas do país

Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste sábado (9) que o conflito no Iraque não deve ser resolvido nas próximas semanas.

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Barack Obama faz uma pausa enquanto fala com a imprensa sobre a situação no Iraque no gramado sul da Casa Branca, nos EUA
Reuters
Barack Obama faz uma pausa enquanto fala com a imprensa sobre a situação no Iraque no gramado sul da Casa Branca, nos EUA

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A declaração foi feita um dia depois de os primeiros ataques americanos para travar o avanço dos jihadistas do Estado Islâmico no norte do país.

"Não vou avançar com um calendário preciso", disse Obama, em entrevista na Casa Branca. "Não creio que possamos resolver esse problema em poucas semanas. Penso que vai levar algum tempo", acrescentou.

Obama disse que os Estados Unidos tiveram de intervir porque o avanço dos combatentes do EI foi mais rápido do que os serviços de informações previam.

"O calendário mais importante, na minha opinião, é o que vai permitir que o governo iraquiano fique concluído, porque sem governo iraquiano é muito difícil para os iraquianos lutar contra o Estado Islâmico".

Durante o pronunciamento, o presidente insistiu na necessidade de um governo no qual o povo e as forças iraquianas "tenham confiança".

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Ele falou do jardim da Casa Branca antes de seguir para férias no estado de Massachusetts e descartou, mais uma vez, a possibilidade de uma intervenção terrestre das forças norte-americanas, citando "as lições da longa" guerra do Iraque.

O presidente lembrou que o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o presidente francês, François Hollande, concordaram em apoiar os esforços humanitários iniciados pelos Estados Unidos no Norte do Iraque.

"Mais uma vez, a América está orgulhosa de ter a seu lado os aliados e amigos mais próximos", destacou, após conversas por telefone com os dois dirigentes.

"Estou confiante de que vamos impedir o Estado Islâmico de chegar às montanhas e de massacrar os que ali estão refugiados, mas a etapa seguinte será complicada em nível logístico: como permitir a passagem em segurança das pessoas que estão nas montanhas e como deixá-las em um lugar seguro? É o tipo de coisa que temos de coordenar em nível internacional", disse Obama.

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Na sexta, os EUA iniciaram ataques "seletivos" contra posições do Estado Islâmico, com bombardeios.

O grupo extremista controla Mosul, segunda maior cidade do Iraque, desde 10 de junho e combate em vários pontos do Norte do Iraque. A ofensiva jihadista provocou o êxodo de milhares de civis, entre eles milhares da minoria étnico-religiosa Yazidi, perseguida pelos jihadistas.

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