Chefe da delegação palestina diz que conversas mediadas pelo Egito sobre possível trégua vão continuar durante todo o dia

As facções palestinas vão permanecer no Cairo e continuar a participar das conversas mediadas pelo Egito apesar do fim do cessar-fogo em Gaza, disse o chefe da delegação palestina, Azzam Ahmed, nesta sexta-feira (8).

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Palestinos fogem de suas casas após ataque aéreo israelense nas proximidades, no norte da Faixa de Gaza
Reuters
Palestinos fogem de suas casas após ataque aéreo israelense nas proximidades, no norte da Faixa de Gaza


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"Não queremos uma escalada. Estamos dispostos a continuar por meio de nossos irmãos egípcios a negociar em busca de um acordo final que devolva os direitos a seus donos", disse Ahmed, integrante do movimento Fatah. "Eu quero dizer com isso suspender o bloqueio a Gaza."

Ahmed disse que as facções palestinas estão unidas na decisão de não renovar o cessar-fogo de 72 horas que terminou na madrugada desta sexta-feira, e estão sendo bastante claras sobre suas demandas para encerrar o conflito.

O Exército israelense anunciou nesta sexta-feira a retomada dos ataques contra o movimento de resistência islâmica Hamas depois do reinício de disparos de foguetes a partir da Faixa de Gaza após fim da trégua bilateral.

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Mais de 33 foguetes foram disparados contra Israel após o fim do cessar-fogo bilateral nesta sexta, segundo Forças de Defesa de Israel. A maioria dos foguetes atingiu áreas desabitadas, mas feriu um civil moderadamente e também um soldado, de acordo com Israel.

"Esta manhã, depois de disparos de foguetes contra Israel, as Forças Armadas alvejaram locais terroristas na Faixa de Gaza", informou em comunicado o Exército, pouco depois de o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, ter ordenado uma resposta vigorosa contra novos ataques do Hamas.

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Várias explosões foram ouvidas na cidade de Gaza enquanto caças israelenses sobrevoavam a região. A imprensa local também informou ataques aéreos em outras partes do território. Ofensiva na cidade de Gaza matou um menino de 10 anos de idade, disse Ashraf el-Qedra, porta-voz do Ministério da Saúde palestino. Uma porta-voz militar disse que nenhum soldado israelense entrou em Gaza para concretizar os ataques. O Hamas recusou o prolongamento da trégua em vigor há três dias, que chegou ao fim nesta sexta-feira, após um mês de guerra na Faixa de Gaza.

Na sexta-feira, o Ministério da Saúde palestino informou que o número de vítimas fatais do conflito subiu para 1.893, incluindo 446 crianças, e 9.805 feridos. Não está claro quantos palestinos mortos eram militantes. As Nações Unidas estimam que pelo menos 70% dos mortos eram civis. As Forças de Defesa de Israel acredita que matou cerca de 900 militantes.

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Alteração no cotidiano

O começo da temporada de futebol em Israel foi adiado pelo segundo fim de semana seguido nesta sexta, após militantes islâmicos na Faixa de Gaza retomarem o lançamento de foguetes contra o território israelense, informou a Associação Israelense de Futebol.

A disputa da Copa Toto, tradicional abertura da temporada israelense, estava marcada para 26 de julho mas acabou adiada em uma semana, medida repetida neste fim de semana, disse a associação.

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Para reduzir a chance de vítimas fatais em decorrência dos foguetes, autoridades israelenses proibiram reuniões maiores de 500 pessoas em até 40 quilômetros da fronteira com a Faixa de Gaza e de mais de 1.000 entre 40 quilômetros e 80 quilômetros de distância.

Muitos eventos esportivos internacionais foram cancelados em Israel, afentando times que participam de competições europeias, que são forçados a sediar seus jogos em Chipre. A situação tem afetado também esportes como tênis, basquete, natação e vela.

*Com CNN e Reuters

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