Mais de 57 foguetes foram disparados contra Israel após o fim do cessar-fogo bilateral; número de mortos chega a 1.893

O Exército israelense anunciou nesta sexta-feira (8) a retomada dos ataques contra o movimento de resistência islâmica Hamas depois do reinício de disparos de foguetes a partir da Faixa de Gaza após fim da trégua bilateral.

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Fumaça toma o céu na Faixa de Gaza após ataque israelense
Reuters
Fumaça toma o céu na Faixa de Gaza após ataque israelense


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Mais de 57 foguetes foram disparados contra Israel após o fim do cessar-fogo bilateral nesta sexta, segundo Forças de Defesa de Israel. A maioria dos foguetes atingiu áreas desabitadas, mas feriu um civil moderadamente e também um soldado, de acordo com Israel.

"Esta manhã, depois de disparos de foguetes contra Israel, as Forças Armadas alvejaram locais terroristas na Faixa de Gaza", informou em comunicado o Exército, pouco depois de o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, ter ordenado uma resposta vigorosa contra novos ataques do Hamas.

Várias explosões foram ouvidas na cidade de Gaza enquanto caças israelenses sobrevoavam a região. A imprensa local também informou ataques aéreos em outras partes do território. Ofensiva na cidade de Gaza matou um menino de 10 anos de idade, disse Ashraf el-Qedra, porta-voz do Ministério da Saúde palestino. Uma porta-voz militar disse que nenhum soldado israelense entrou em Gaza para concretizar os ataques.

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O Hamas recusou o prolongamento da trégua em vigor há três dias, que chegou ao fim nesta sexta-feira, após um mês de guerra na Faixa de Gaza. Mais tarde, o Egito pediu uma retomada do cessar-fogo, dizendo que só falta obter concordância em alguns pontos. Facções palestinas afirmaram que irão se encontrar com mediadores egípcios ainda nesta sexta-feira, mas não há sinais de um acordo iminente.

Na sexta-feira, o Ministério da Saúde palestino informou que o número de vítimas fatais do conflito subiu para 1.893, incluindo 446 crianças, e 9.805 feridos. Não está claro quantos palestinos mortos eram militantes. As Nações Unidas estimam que pelo menos 70% dos mortos eram civis. As Forças de Defesa de Israel acredita que matou cerca de 900 militantes.

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O Exército israelense registrou uma "barragem de artilharia" de mais de uma dezena de foguetes contra Israel, agora de manhã. Pelo menos um foguete foi interceptado sobre Ashkelon (Sul de Israel), acrescentou a porta-voz. A Jihad Islâmica, aliada do Hamas que controla a Faixa de Gaza, reivindicou três disparos de foguetes, dirigidos a Ashkelon.

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Persistência do Egito

O porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, afirmou que os israelenses rejeitaram a maioria das exigências palestinas. “Entretanto, não fechamos a porta e continuaremos a negociar”, disse.

Seus comentários foram uma reação a uma declaração do Ministério das Relações Exteriores do Egito, que culpou indiretamente os palestinos pela recusa em ampliar a trégua.

No Cairo, o Ministério das Relações Exteriores pediu aos dois lados para “voltar imediatamente ao cessar-fogo e aproveitar a oportunidade disponível para retomar as negociações sobre os pontos de discórdia bastante limitados que permanecem o mais rápido possível”.

A rejeição do Hamas a uma ampliação da trégua pode afastar ainda mais os egípcios, cujo governo é hostil ao grupo e na prática controla a principal via de acesso de Gaza ao mundo, a passagem de fronteira de Rafah.

Execuções

O grupo Hamas disse na quinta que executou vários palestinos sob suspeita de ajudar as forças israelenses durante a guerra de um mês em Gaza.

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"Os espiões foram executados depois de serem pegos informando sobre o paradeiro da resistência (ou) interrompendo o trabalho dos homens da resistência e desarmando emboscadas preparadas contra o inimigo", afirmou Al-Majd, um site pró-Hamas, citando um integrante dos serviços de segurança do grupo islâmico. A fonte não deu mais detalhes sobre o número de pessoas executadas.

*Com Agência Brasil, Reuters e CNN

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