Manifestantes entoaram "morte a Israel" em ato realizado em Amã; maioria dos habitantes da Jordânia tem origem palestina

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Mais de 15 mil apoiadores da Irmandade Muçulmana se reuniram em uma manifestação pró-Hamas na capital da Jordânia nesta sexta-feira, na qual muitos entoaram “morte a Israel" e exortaram o grupo militante palestino a intensificar o lançamento de foguetes contra cidades israelenses.

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Fumaça toma o céu na Faixa de Gaza após ataque israelense (08.08)
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Na manifestação do final da tarde, a maior em Amã em anos, foram vistos vários jovens mascarados e vestidos com o uniforme das Brigadas Izzedine al-Qassam, a ala militar do Hamas, imitando uma parada militar, sob os aplausos da multidão.

A Irmandade, contrapartida ideológica do Hamas e maior grupo político da Jordânia, procura tirar vantagem do aumento do sentimento anti-Israel resultante da ofensiva de um mês na Faixa de Gaza.

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Autoridades de Gaza afirmam que pelo menos 1.880 palestinos, a maioria civis, foram mortos na operação, que Israel diz ter como meta pôr fim aos disparos de foguetes do Hamas contra o território israelense e destruir os túneis que o grupo usa para contrabandear suprimentos e lançar ataques.

A maioria dos mais de sete milhões de habitantes da Jordânia, firme aliada dos Estados Unidos, tem origem palestina – eles ou seus pais foram expulsos ou levados à Jordânia durante os combates que se seguiram à criação de Israel em 1948.

Políticos e analistas dizem que a popularidade do Hamas também cresceu entre jordanianos não-palestinos como resultado da luta aguerrida da facção contra o muito superior Exército israelense.

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