Holanda, que perdeu 196 cidadãos dos 298 mortos na queda da aeronave, paralisou missão para recuperar restante dos corpos

Reuters

O governo ucraniano informou nesta quinta-feira (7) a suspensão de um cessar-fogo com rebeldes separatistas no local onde voo da Malásia caiu, depois que uma missão internacional interrompeu suas atividades na área.

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Mulher chora durante homenagem às vítimas do voo MH17 da Malaysia Airlines na Catedral de St. Patrick em Melbourne, Austrália
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Mulher chora durante homenagem às vítimas do voo MH17 da Malaysia Airlines na Catedral de St. Patrick em Melbourne, Austrália


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A Holanda, que perdeu 196 cidadãos entre os 298 mortos na tragédia com aeronave, que foi derrubada em 17 de julho, disse na quarta que estava paralisando a missão de recuperação por causa dos contínuos combates na região.

O primeiro-ministro Mark Rutte disse a jornalistas em Haia que o risco apresentado para a equipe, composta de 70 especialistas australianos, holandeses e malaios, era muito grande para continuar os trabalhos naquela área.

"A situação de segurança no leste da Ucrânia e no local do acidente com o MH17 tem piorado a cada dia", disse Rutte. "Isso torna impossível para os especialistas fazerem seu trabalho". Ele afirmou que não fazia sentido continuar a operação nas condições atuais.

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Um porta-voz da Defesa ucraniana disse que forças ucranianas não estavam realizando qualquer ação militar dentro de um raio de 20 quilômetros do local da queda. 

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Comunicado do governo afirmou depois que “especialistas estavam de acordo que o regime de cessar-fogo na área da queda do avião não estará em vigor até haver um segundo estágio da investigação”.

A maioria dos corpos foi recuperada, mas a equipe ainda está tentando encontrar vítimas desaparecidas e seus pertences. Uma equipe internacional de investigação ainda precisa analisar o local da queda.

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Ação militar

A Rússia posicionou cerca de 20 mil soldados prontos para combate na fronteira com a Ucrânia e pode usar o pretexto de uma missão humanitária para invadir, afirmou a Otan, Organização para o Tratado do Atlântico Norte, na quarta, seu alerta mais contundente até agora sobre um possível ataque terrestre de Moscou contra seu vizinho.

Enquanto isso, o presidente russo Vladmir Putin anunciou a maior reação econômica de seu país às sanções ocidentais, desencadeando uma guerra comercial do tipo "olho por olho" ao ordenar que seu governo restrinja importações de alimentos de países que impuseram sanções à Rússia.

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"Não iremos supor o que a Rússia tem em mente, mas podemos ver o que faz no local – e isso preocupa muito. A Rússia posicionou cerca de 20 mil soldados prontos para o combate na fronteira leste da Ucrânia", declarou a porta-voz da Otan, Oana Lungescu, em um comunicado por e-mail.

Moscou pode usar "o pretexto de uma missão humanitária ou de manutenção da paz para enviar tropas ao leste ucraniano", disse ela.

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Um militar da Otan, falando sob condição de anonimato, afirmou que a mobilização russa na divisa inclui tanques, infantaria, artilharia, sistemas de defesa aérea, tropas de logística, forças especiais e uma variedade de aeronaves.

Um porta-voz do Ministério da Defesa russo repudiou as acusações: “Estamos ouvindo isso há três meses já”.

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