Grupo afirmou ter tomado 15 cidades e a represa de Mosul no rio Tigre; forças curdas dizem que ainda controlam a represa

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Militantes do Estado Islâmico ampliaram as conquistas no norte do Iraque nesta quinta-feira (7), tomando mais cidades e fortalecendo sua posição próximo à região curda, em uma ofensiva que tem preocupado o governo de Bagdá e potências regionais.

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Parentes choram a morte de homem da YPG, morto durante confrontos com combatentes do Estado Islâmico na cidade iraquiana de  Rabia, na fronteira do Iraque-Síria (6/08)
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Parentes choram a morte de homem da YPG, morto durante confrontos com combatentes do Estado Islâmico na cidade iraquiana de Rabia, na fronteira do Iraque-Síria (6/08)


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O avanço forçou milhares de residentes da maior cidade cristã do Iraque, Qaraqosh, a fugirem, temendo estarem sujeitos às demandas dos militantes sunitas feitas em outras áreas tomadas: ir embora, converter-se ao islã ou ser executado. O Estado Islâmico, que é considerado mais extremista do que a Al Qaeda, vê a maioria xiita do Iraque, e minorias como cristãos e yazidis, como infiéis.

O grupo militante disse em comunicado em sua conta no Twitter que os combatentes haviam tomado 15 cidades, a estratégica represa Mosul no rio Tigre e uma base militar, em uma ofensiva começada no fim de semana e que se prolongaria. Autoridades curdas disseram que suas forças ainda controlam a represa.

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Os militantes sunitas impuseram uma humilhante derrota às forças curdas no avanço do fim de semana, levando dezenas de milhares de pessoas da antiga comunidade yazidi a fugir da cidade de Sinjar em direção à montanha próxima.

Algumas das muitas milhares de pessoas cercadas por combatentes do Estado Islâmico na montanha de Sinjar foram resgatadas nas últimas 24 horas, disse um porta-voz da agência da ONU para coordenação de assuntos humanitários, a Ocha, acrescentando que 200 mil pessoas haviam fugido dos combates.

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“Esta é uma tragédia de proporções imensas, que tem impacto nas vidas de centenas de milhares de pessoas”, disse o porta-voz David Swanson por telefone.

Muitas da pessoas desabrigadas urgentemente necessitavam de água, alimento, abrigo e remédio, disse ele. Um porta-voz da agência da ONU para a defesa das crianças disse que muitas delas na montanha estavam sofrendo de desidratação e pelo menos 40 haviam morrido.

Os yazidis, vistos pelo Estado Islâmico como “adoradores do demônio”, correm o risco de serem executados pelos militantes sunitas, os quais buscam estabelecer um império islâmico e redesenhar o mapa do Oriente Médio.

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O Estado Islâmico, que declarou um califado em áreas do Iraque e da Síria que controla, entrou em confronto com forças curdas na quarta-feira na cidade de Makhmur, perto de Arbil, a capital da região autônoma curda.

Testemunhas dizem que os militantes tomaram Makhmur, mas autoridades curdas disseram à mídia local que suas forças permaneceram no controle, ao passo que canais de televisão mostraram vídeos dos combatentes curdos, os chamados peshmerga, dirigindo pela cidade.

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O Estado Islâmico representa a maior ameaça para a integridade do Iraque desde a queda de Saddam Hussein em 2003. Seus combatentes e aliados sunitas também controlam uma grande parte do oeste do Iraque.

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