Iniciada na terça, trégua de três dias termina já nesta sexta-feira; Israel diz já ter cumprido principal objetivo da missão

O cessar-fogo de 72 horas anunciado conjuntamente pelas Forças de Defesa de Israel e pelo Hamas na segunda-feira (4) deve ser prolongado pelos israelenses, de acordo com um de seus oficiais, que pediu para não ser identificado. O grupo radical palestino Hamas, no entanto, rechaçou a possibilidade, afirmando, por meio da conta no Twitter de Moussa Abu Marzouk, que "não existe nenhum acordo a respeito da extensão da trégua".

Veja fotos dos ataques israelenses contra a Faixa de Gaza:

O fim da trégua é previsto para a próxima sexta-feira (8), quando os conflitos entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza teoricamente poderiam voltar. Mas, se referindo ao acordo mediado pelo Egito e iniciado na terça, o oficial do exército de Israel disse que seu país "expressou sua prontidão em extender a trégua segundo seus termos atuais".

Horas depois, Marzouk, um dos principais nomes do Hamas, atualmente vivendo no Egito, deu a sua resposta, garantindo não ter havido acordo entre as partes. Contudo, oficiais do país vizinho a Israel garantem que os termos para a prorrogação da trégua ainda estão sendo discutidos.

Retirada de Gaza
O Exército israelense anunciou, na terça (5), que suas forças foram retiradas de Gaza, assumindo posições fora do território dominado pelo Hamas. O país afirmou que o motivo para a decisão foi que o objetivo principal de sua operação - destruir os túneis sob a fronteira com Gaza usados por militantes palestinos para realizar ataques contra seu território - havia sido concluído.

Minutos antes do início da trégua, anunciada na segunda-feira (4) à noite, militantes do Hamas dispararam uma série de foguetes contra a região central de Israel. Sirenes de alerta foram acionadas em Jerusalém e Tel Aviv. Israel também realizou operações em Gaza momentos antes do cessar-fogo.

O cessar-fogo, iniciado às 8h locais (2h de Brasília) desta terça, foi acertado após reuniões de diversos grupos palestinos no Cairo. Israel não participou das conversas, mas todos - inclusive Israel - disseram que respeitariam o cessar-fogo.

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