Ataque aéreo de forças do Iraque a tribunal de grupo islâmico deixa 60 mortos

Por iG São Paulo |

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Juiz do Estado Islâmico que dirigia tribunal está entre mortos; ataque com carro-bomba deixa ao menos 27 mortos em Bagdá

Um ataque aéreo das forças do governo iraquiano a um tribunal criado por militantes do grupo Estado Islâmico na cidade iraquiana de Mosul matou 60 pessoas nesta quarta-feira (6), informou o gabinete do porta-voz militar do primeiro-ministro.

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Um juiz do Estado Islâmico, que dirigia o tribunal, está entre os mortos, disse o porta-voz. Os militantes sunitas rotineiramente proferem sentenças como decapitações.

Funcionários de um hospital e testemunhas disseram anteriormente que o ataque aéreo havia matado 50 pessoas em uma prisão improvisada criada pelo Estado Islâmico, grupo que tomou grandes partes do território iraquiano em junho.

O relato, que cita funcionários da inteligência não identificados, não puderam ser verificados de forma independente. Também não ficou imediatamente claro se todos os civis haviam sido mortos nos ataques na cidade de Mosul. O relatório disse que o ataque libertou cerca de 300 detidos pela milícia Estado Islâmico em um centro prisional.

Um morador de Mosul, falando sob condição de anonimato por temer sua própria segurança, disse à Associated Press por telefone que as famílias dos presos correram para o local para ajudar seus parentes após o ataque aéreo.

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

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"A prisão ficou parcialmente danificada no ataque aéreo", disse ele. As autoridades iraquianas não se pronunciaram sobre o ocorrido.

Extremistas sunitas do grupo tomaram Mosul, segunda maior cidade do Iraque, em uma ofensiva relâmpago em junho, e também conquistou grandes áreas do norte e oeste do país. O ataque dos militantes mergulhou o Iraque em sua pior crise desde a retirada das tropas norte-americanas em 2011.

O grupo já impôs um califado autoproclamado nos territórios que controla no Iraque e na Síria, impondo sua própria interpretação da severa lei islâmica. Forças do governo iraquiano e milicianos sunitas aliados têm se esforçado para desalojar os militantes da área que capturaram, mas não tiveram nenhum progresso aparente.

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O número de corpos encontrados com ferimentos a bala cresceu recentemente e lembra a violência sectária que tomou conta do Iraque em 2006 e 2007, quando esquadrões da morte, tanto xiitas quanto sunitas, percorriam as ruas e invadiam casas para matar.

Carros-bomba

Autoridades médicas e de segurança iraquianas dizem que dois carros-bomba explodiram em bairros xiitas de Bagdá deixando ao menos 27 mortos.

Segundo a polícia, o primeiro ataque ocorreu na área comercial de Sadr City, um bairro xiita no leste da cidade, matando 21 e ferindo outros 34. Mais tarde, outro carro cheio de explosivos foi detonado no bairro vizinho de Ur, também predominantemente xiita, matando mais seis.

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Autoridades médicas confirmaram o número de mortos. Eles informaram a imprensa em condição de anonimato porque não estavam autorizados a falar com os meios de comunicação.

*Com AP e Reuters

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