Nesta segunda-feira se completaram exatamente 100 anos da declaração britânica de guerra contra a Alemanha, em 1914

A segunda-feira (4) foi de recordações por toda a Europa. É que exatamente neste 4 de agosto de 2014 se completaram 100 anos do início da Primeira Guerra Mundial, mais precisamente do dia em que o Reino Unido declarou guerra à Alemanha. Exatamente por isso, o país foi o escolhido para sediar uma série de homenagens aos milhões de combatentes mortos no conflito, responsável por reconfigurar toda a Europa e por impor uma série de derrotas aos alemães, que 21 anos depois invadiriam a Polônia e iniciariam o genocídio nazista da Segunda Guerra Mundial.

Diversas autoridades europeias marcaram presença no evento, iniciado em Liège, com diversos discursos, e encerrado no Cemitério Militar St. Symphorien, em Mons, onde estão enterrados soldados alemães, para quem ele foi originalmente criado, e dos exércitos aliados - a maior parte morta na Batalha de Mons, o primeiro grande confronto entre os rivais naquela guerra, no dia 23 de agosto de 1914, apenas duas semanas após o embarque das tropas inglesas para a França, na porção continental europeia.

Além de veteranos do conflito, que durou mais de quatro anos e deixou cerca de 16 milhões mortos - 9,7 milhões de soldados -, estiveram presentes no evento autoridades como o presidente da França, François Hollande; o primeiro ministro do Reino Unido, David Cameron; o rei da Bélgica, Philippe; o presidente da Alemanha, Joachim Gauck; e os príncipes britânicos William e Harry.

A Primeira Guerra Mundial foi oficialmente encerrada no dia 11 de novembro de 1918, quando o Exército da Alemanha concordou com um armísticio dias depois de o Império Austro-Húngaro, seu parceiro na Tríplice Aliança, fazer o mesmo, no dia 4, garantindo a vitória dos Aliados - representados principalmente por França e Império Britânico. Os EUA entraram no conflito em 1917, mesmo ano em que a Rússia o abandonou como resultado da Revolução de Outubro que culminaria com o início do período soviético no país

Além do desenvolvimento de armamentos pesados até então inexistentes, entre as consequências da guerra houve a desintegração dos impérios Otomano e Austro-Húngaro, o fortalecimento dos EUA no cenário mundial e a assinatura do Tratado de Versalhes, em 1919, que impôs uma série de penalidades à Alemanha - entre elas a perda de colônias como Alsácia e Lorena, entregues à França - que colaborariam para reforçar o revanchismo no país e levá-lo a iniciar o conflito seguinte, no qual mais de 70 milhões perderiam suas vidas.

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