Discurso de Benjamin Netanyahu foi feito após veículos internacionais noticiarem que conflito chegaria ao fim

Após veículos internacionais noticiarem que o conflito entre israelenses e palestinos estava próximo de terminar, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, discursou à imprensa rechaçando tal possibilidade, neste sábado (2), em Israel. 

Veja fotos do conflito entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza:

No discurso, Netanyahu afirmou que a campanha militar de seu país no território palestino dominado pelo Hamas só cessará quando o grupo cessar seus ataques à população israelense. E garantiu: o Hamas pagará o preço na Faixa de Gaza se os ataques com foguetes continuarem

"Nós não aceitamos a continuação dos disparos. Ele (o Hamas) vai ter de entender que pagará um preço intolerável, a partir de sua perspectiva, pela continuação dos disparos", afirmou Netanyahu, rechaçando um recuo de suas tropas.

Os rumores de que a ofensiva israelense terminaria surgiram após as Forças de Defesa do país anunciarem a retirada de soldados das cidades de Beit Lahiya, no norte da região, o que levou veículos internacionais de comunicação a noticiarem, sem embasamento, que a operação estaria chegando ao fim.

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A ofensiva na Faixa de Gaza foi iniciada no dia 8 de julho e já registrou mais de 1,6 mil mortos do lado palestino, além de 63 pessoas mortas do lado israelense.

Enquanto não ocorre um cessar-fogo - o mais recente, que duraria 72 horas, foi quebrado pelo Hamas após o sequestro de um soldado israelense na sexta-feira (1º) - o Egito procura mediar uma solução para os conflitos. Para o presidente egípcio, Abdel Fattah Sissi, a proposta de seu país representa uma "possibilidade real" para o fim dos confrontos.

A iniciativa egípcia, apresentada dias depois do início da ofensiva israelense, previa um cessar-fogo seguido de negociações. Foi aceita por Israel, mas rejeitada pelo Hamas, que exigia como condição prévia o fim do bloqueio em vigor desde 2006, a abertura da fronteira com o Egito e a libertação de prisioneiros por Israel.

*Com agências de notícias

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