Executado recebeu dose letal 15 vezes maior do que a protocolar, diz relatório

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Joseph Rudolph Wood levou quase duas horas para morrer após receber aplicação com mistura de duas substâncias

Arizona Department of Corrections
Joseph Rudolph Wood III foi morto em julho, mais de 20 anos após ter sido condenado à morte por matar duas pessoas

O Departamento Penitenciário do Arizona, um dos Estados norte-americanos a aplicar com mais frequência a pena de morte a condenados, assumiu, na sexta-feira (1º), que a dose de injeção letal aplicada em um de seus executados, no último dia 23 de julho, foi 15 vezes acima da recomendada em seu protocolo. As informações são do jornal britânico The Guardian.

Joseph Rudolph Wood III, 55 anos, foi condenado à morte em 1991 por ter assassinado uma ex-namorada e o pai dela dois anos antes. Sua execução foi a terceira a registrar problemas somente neste ano nos EUA, que busca alternativas de substâncias para matar sem condenados. Ela foi também a mais duradoura e agonizante: Wood levou quase duas horas para morrer após a primeira aplicação da injeção.

De acordo com o relatório, o protocolo para a aplicação apresenta que o conteúdo deve ser de uma mistura de 50 mg de hidromorfona e midazolam. No entanto, Wood acabou morto após receber uma dose de 750 mg.

Em janeiro, rodou o mundo a história da execução em Ohio de Dennis McGuire, que levou 26 minutos agonizando para morrer após a aplicação da injeção. Meses depois, em abril, o estuprador e assassino confesso Clayton Lockett levou ainda mais tempo para ir a óbito: 43 minutos. 

"Foi um absurdo, porque, em vez de receber a dose determinada pelo protocolo, o departamento penitenciário colocou 15 vezes mais da mistura, levando à mais longa execução da história recente", lamentou em comunicado o advogado do assassino, Dale Baich, neste sábado (2).

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