Soldado israelense é capturado em Gaza, diz Exército de Israel

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Trégua de 72 hs fracassou e ao menos 35 palestinos morreram; ofensiva já matou cerca de 1.500 palestinos e até 63 israelenses

BBC

O Exército de Israel disse que um soldado está desaparecido em Gaza, onde um cessar-fogo fracassou e 35 palestinos morreram em ataques israelenses.

Hoje: Israel retoma ataques em Gaza após cessar-fogo ser rompido

Reuters
Palestina chora ao ver o que sobrou de sua casa no leste de Khan Younis, Gaza. Testemunhas dizem que local foi atingido por bombardeios aéreos israelenses


Assista: Israel divulga vídeo de ataque abortado por presença de crianças

O soldado israelense desapareceu durante um ataque do Exército para destruir um túnel sob a fronteira com Gaza usado por militantes palestinos, disseram os militares. Forças de Israel realizam buscas pelo oficial.

O Hamas não confirmou nem desmentiu a informação. Em 2006, militantes capturaram o soldado israelense Gilad Shalit - que só foi libertado cinco anos depois, em novembro de 2011, em troca de mil prisioneiros palestinos.

Israel e Hamas haviam se comprometido a respeitar um cessar-fogo de 72 horas a partir das 8h locais desta sexta-feira (1h, na hora de Brasília), e ambas as partes trocaram acusações sobre quem desrespeitou a trégua primeiro.

A violência colocou em dúvida as negociações entre delegações israelenses e palestinas que desembarcaram no Cairo, capital do Egito, com o objetivo de fechar um "cessar-fogo duradouro".

Autoridades de saúde na Faixa de Gaza disseram que 35 pessoas morreram depois que um tanque israelense atacou um povoado próximo a Rafah nesta sexta-feira (1).

Mais cedo: Cessar-fogo humanitário é interrompido na Faixa de Gaza

Fontes militares israelenses confirmaram à BBC que o bombardeio foi em retaliação ao lançamento de um míssil em Kerem Shalom, em Israel.

"Houve um grande ataque a uma unidade israelense e esta unidade teve que responder", disse à BBC o porta-voz israelense Yigal Palmor. "Depois da resposta, o Hamas começou novamente a disparar foguetes contra o território israelense e, consequentemente, os confrontos se reiniciaram".

Já o porta-voz do Hamas Fawzi Barhoun disse que os "israelenses foram os que violaram o cessar-fogo e a resistência palestina agiu de maneira a garantir o seu direito de defesa". A imprensa palestina informou que o Hamas convocou um "dia de fúria" na Cisjordânia.

Alto número de mortos

Com as novas mortes, quase 1.500 palestinos, a maioria civis, perderam a vida desde o início da ofensiva israelense, em 8 de julho. A violência matou 63 israelenses, a maioria soldados.

A correspondente da BBC Bethany Bell, em Jerusalém, disse haver grande pressão internacional para um cessar-fogo para que a população de Gaza enterre os seus mortos e estoque suprimentos.

Nas primeiras horas do cessar-fogo, a vida até começou a voltar ao normal em Gaza, com muitos palestinos caminhando até as áreas bombardeadas na esperança de encontrar suas casas de pé.

Ontem: Israel e Hamas acertam cessar-fogo humanitário de 72 horas em Gaza

Pouco antes do anúncio da trégua, o governo norte-americano havia declarado que considerava "totalmente inaceitável e indefensável" o ataque ao abrigo da ONU em Gaza, ocorrido na quarta-feira. Foi a mais dura crítica dos Estados Unidos à ofensiva israelense no território palestino.

Os EUA - maiores aliados de Israel - também afirmaram que as mortes de civis estão "altas demais" e exortaram Israel para que protegesse a vida de civis. Na quarta-feira, a ONU acusou Israel de ignorar alertas e atacar uma escola em Gaza que abrigava cerca de 3 mil palestinos refugiados, deixando ao menos 16 mortos.

Bola de fogo sobe de explosão na torre de apartamentos de al-Zafer depois de um ataque aéreo de Israel na Cidade de Gaza, no norte do território (23/8). Foto: APMilitantes do Hamas vendam palestino suspeito de colaborar com Israel antes de executá-lo na Cidade de Gaza (22/8). Foto: ReutersFumaça cobre Gaza após o que testemunhas disseram ter sido um ataque aéreo israelense (19/08). Foto: ReutersPalestinos preparam chá próximos às ruínas de sua casa em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza (18/08). Foto: ReutersPalestina caminha pelas ruínas de casas que testemunhas disseram ter sido destruídas por ofensiva israelense na vila de Jöhr El-Deek, em Gaza (17/08). Foto: ReutersPalestina entre os restos de sua casa, que testemunhas disseram ter sido destruída durante a ofensiva israelense na vila Jöhr El-Deek, centro de Gaza (17/08). Foto: ReutersPalestino assiste às orações ao lado das ruínas de uma mesquita que testemunhas disseram ter sido destruída por ataque aéreo de Israel, em Gaza (15/08). Foto: ReutersPalestino carrega seu irmão ao lado dos restos de sua casa, que testemunhas dizem ter sido destruída por Israel, durante trégua em Gaza (13/08). Foto: ReutersSimone Camilli, 35, é o primeiro jornalista estrangeiro morto no conflito de Gaza (13/08). Foto: APSoldados israelenses patrulham Kibbutz Nahal Oz, perto da Faixa de Gaza cuja maioria dos moradores fugiu para se proteger de foguetes (10/08). Foto: Reutersmilitares israelenses retiram militante ferido após ataque a embarcação em israel (maio/2010). Foto: ReutersMulher chora durante funeral de familiar morto após ataque aéreo israelense no campo de refugiados de Nusseirat, Gaza (9/08). Foto: ReutersSoldados com a bandeira israelense em operação militar (8/08). Foto: APFumaça toma o céu na Faixa de Gaza após ataque israelense (8/08). Foto: ReutersFoto antiga mostra movimento na área onde hoje fica Israel (8/08). Foto: APPalestinos fogem de suas casas após ataque aéreo israelense nas proximidades, no norte da Faixa de Gaza (8/08). Foto: ReutersSoldado israelense carrega projétel perto da fronteira com a Faixa de Gaza (7/08). Foto: ReutersCerca de um quinto dos mortos durante a ofensiva israelense em Gaza são crianças (9/08). Foto: ReutersHomem com roupas manchadas pelo sangue é consolado em hospital em Khan Younis: cerca de 1.900 palestinos morreram em Gaza (9/08). Foto: ReutersA tia da palestina Yasmin al-Bakri, 11, a quem médicos disseram ter sido ferida em ataque aéreo israelense, segura a mão da  sobrinha em hospital de Gaza (6/08). Foto: ReutersO palestino Anas Shabat, 10, chora ao inspecionar os danos ao retornar para sua casa, destruída por ataques na cidade de Beit Hanoun, Faixa de Gaza (5/08). Foto: APPara pastor, ataques israelenses em Gaza são 'desumanos' (7/08). Foto: AFPPalestino chora após o corpo de sua mãe ser retirado de escombros de casa destruída por ataque aéreo israelense, segundo testemunhas, em Rafah, Gaza (4/08). Foto: ReutersConfronto atual pode ser apenas mais um episódio do conflito e se repetir nos próximos meses (6/08). Foto: APAtaque a escola matou ao menos dez pessoas (3/08). Foto: ReutersSoldado israelense em túnel construído pelo Hamas para atacar Israel (31/07). Foto: ReutersPalestino que, segundo os médicos, foi ferido após ataque israelense perto de mercado em Shejaia, aguarda atendimento em maca na Cidade de Gaza (30/07). Foto: ReutersPalestino carrega menina ferida no hospital Kamal Adwan. Ela recebeu tratamento após ataque israelense a uma escola da ONU, em Gaza (30/07). Foto: APPalestinos choram por um parente que os médicos dizem ter sido morto por bombardeio israelense perto de um mercado em Shejaia, em Gaza (30/07). 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Foto: APPalestino é visto perto de destroços de construção destruída por ataque aéreo israelense em Beit Lahiya, norte da Faixa de Gaza. Foto: APParentes de menina de 4 anos morta em ataque israelense choram durante enterro em Rafah, sul da Faixa de Gaza (15/7). Foto: ReutersParentes de menina de 4 anos morta em ataque israelense choram durante enterro em Rafah, sul da Faixa de Gaza (15/7)
. Foto: ReutersMenino chora morte de criança de 4 anos por ataque israelense em Rafah, sul da Faixa de Gaza (15/7). Foto: ReutersSoldados israelenses dormem no chão ao lado de um veículo blindado fora da Faixa de Gaza (15/7). Foto: ReutersPalestinos se reúnem em mesquita ao redor de corpo de homem morto por ataque aéreo de Israel (14/7). Foto: APMenina descansa no colo do pai depois de fugir de ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza (14/7). Foto: APPalestinos verificam danos em mesquita 
atingida por ataque de Israel durante a madrugada na Faixa de Gaza (14/7). Foto: APFumaça e destroços sobem durante ataque 
aéreo de Israel contra prédio no campo de refugiados de Jabalya, norte da Faixa de Gaza (14/7). Foto: APPalestina reage diante de destroços de sua casa, que a polícia diz ter sido destruída em ataque aéreo israelense em Rafah, sul da Faixa de Gaza (14/7). Foto: ReutersPalestinos fogem de suas casas para se abrigar em escola da ONU na Cidade de Gaza (13/7). Foto: APPalestinos levam corpo de Mohammed Sowelim, militante morto em ataque de Israel a Gaza (12/7). Foto: APIsrael tem à disposição arsenal mais sofisticado e soldados treinados (11/7). Foto: AFPPalestinos carregam seus pertences em uma casa depois de ela ser destruída por ataque de míssil de Israel na Faixa de Gaza (11/7)
. Foto: APIsraelenses em Tel Aviv procuram abrigo enquanto sirenes avisam sobre lançamento de foguete da Faixa de Gaza (11/7). Foto: APCarros destruídos são removidos de posto de gasolina na cidade de Ashdod, Israel, que foi atingido por foguete lançado da Faixa de Gaza. Foto: APParentes de família de oito palestinos mortos em ataque de Israel choram durante velório em Khan Younis, sul da Faixa de Gaza. Foto: APFumaça sobe depois de ataques aéreos de Israel (10/7). Foto: APPalestinos fazem buscam em destroços de casa destruída onde oito membros da mesma família morreram em ataque de Israel (10/7). Foto: APParentes de oito membros de uma família palestina choram durante velório em Khan Younis, sul da Faixa de Gaza (10/7). Foto: ReutersFumaça sobe depois de ataque contra a Cidade de Gaza (10/7). Foto: APPalestinos se reúnem ao redor de destroços de carro que, segundo a polícia, foi alvo de ataque de Israel no norte da Faixa de Gaza (10/7). Foto: ReutersPessoas rezam perto de corpos de oito membros de uma mesma família palestina em Khan Younis, sul da Faixa de Gaza (10/7). Foto: ReutersMãe segura menina palestina de 4 anos que funcionários de hospital dizem que foi morta por ataque israelense em Jabaliya, norte da Faixa de Gaza (10/7). Foto: ReutersMísseis israelenses atingem túneis de 
contrabando entre o Egito e a Faixa de Gaza em Rafah, sul da Faixa de Gaza (9/7). Foto: APParentes de cinco membros de uma família do Hamas mortos por Israel choram em sua casa em Beit Hanoun, norte da Faixa de Gaza (9/7). Foto: APFumaça e destroços sobem depois de 
ataque aéreo de Israel na Faixa de Gaza (9/7). Foto: APFoguete disparado por militantes palestinos a partir da Faixa de Gaza é visto em direção a Israel. Foto: APFumaça e fogo sobem de ataque aéreo de Israel em Rafah (8/7). Foto: APPalestinos levam ferido a hospital na Cidade de Gaza (8/7). Foto: APPalestinos fazem buscas em destroços de veículo depois de ataque aéreo de Israel em Gaza (8/7). Foto: APFumaça sobe depois de ataque de míssil de Israel na Cidade de Gaza (8/7). Foto: APPalestinos fazem buscas em destroços de veículo depois de ataque aéreo de Israel em Gaza (8/7). Foto: APPalestinos tentam salvar o que podem de seus pertences de destroços de casa destruída por ataque de Israel em Gaza (8/7). Foto: APPalestinos fazem buscas em destroços de casa destruída por ataque aéreo de Israel em Gaza (8/7)
. Foto: APPalestinos olham casa destruída depois de ataque de míssil de Israel em Khan Younis, Faixa de Gaza (8/7). Foto: APIncursões em Gaza ocorreram em retaliação a ataques com foguetes contra Israel no domingo (7/7). Foto: AFPIluminador do Exército de Israel explode sobre a fronteira entre Israel e Gaza (7/7). Foto: AP

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O porta-voz da agência da ONU para assistência aos refugiados (UNRWA, na sigla em inglês), Chris Gunness, disse que o ataque foi uma "vergonha universal". Segundo ele, o governo israelense foi informado 17 vezes que a escola abrigava civis refugiados - a última delas, horas antes do ataque.

"O ataque contra um local da ONU que abrigava civis inocentes fugindo da violência é totalmente inaceitável e totalmente indefensável", disse o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest. Ele afirmou ainda haver poucas dúvidas de que o bombardeio partiu de Israel.

Vídeo: Repórter entra em túnel construído pelo Hamas na Faixa de Gaza

Um porta-voz israelense, Mark Regev, disse à BBC que seu país vai se desculpar se for provado que foi responsável pelo ataque. "Nós temos uma política – não temos civis como alvos."

O Pentágono também subiu o tom contra Israel, dizendo que o número de civis palestinos mortos é alto demais. "Está ficando cada vez mais claro que os israelenses precisam fazer mais para atingir os padrões deles mesmos para proteger a vida de civis", disse o porta-voz do Pentágono, Steve Warren.

As condenações a Israel nas últimas horas partiram também de diversos órgãos da ONU. "A realidade é que hoje nenhum lugar de Gaza é seguro", disse Valerie Amos, chefe da agência humanitária da ONU, ao Conselho de Segurança.

População 'à beira do precipício'

Pierre Krähenbühl, chefe da UNRWA, disse que, em meio à violência, a população de Gaza está "à beira do precipício".

"Se mais deslocamentos de pessoas se fizerem necessários, a força de ocupação (Israel) terá de assumir responsabilidade direta na assistência dessas pessoas, de acordo com a legislação humanitária internacional", disse.

Apesar do alto contingente de mortos nos ataques, o premiê disse que Israel está determinado a destruir os túneis "com ou sem cessar-fogo".

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"Já neutralizamos vários túneis do terror, e estamos determinados a completar esta missão com ou sem cessar-fogo", declarou o premiê israelense. "Portanto, não vou concordar com nenhuma proposta que não permita às Forças Armadas israelenses concluir esta importante tarefa, pelo bem da segurança de Israel."

Do lado israelense, morreram 63 pessoas, a maioria soldados. Na quinta-feira, no entanto, Israel anunciou a convocação de 16 mil reservistas para reforçar o contingente de suas forças militares - aumentando o total de convocados para 86 mil.

Segundo a ONU, 425 mil pessoas em Gaza tiveram de deixar suas casas por causa da operação. A organização diz que está amparando 225 mil palestinos em 86 abrigos ao longo da Faixa de Gaza. Acredita-se que cerca de 200 mil estejam na casa de amigos e parentes.

O número total de desabrigados e desalojados chega a quase um quarto da população da Faixa de Gaza.

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