Secretário de Estado americano John Kerry pediu que os países usem suas influências sobre o Hamas para garantir a libertação

Reuters

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, temendo uma escalada da violência em Gaza, pediu ao Catar e à Turquia, nesta sexta-feira (1), que usem sua influência para garantir a libertação de um soldado israelense, cujo sequestro levou ao colapso do cessar-fogo entre Israel e o Hamas.

Mais cedo: ONU condena Hamas por suposto desrespeito ao cessar-fogo

Manifestante enxuga lágrima durante manifestação pró-Gaza em frente à embaixada israelense em Londres
Reuters
Manifestante enxuga lágrima durante manifestação pró-Gaza em frente à embaixada israelense em Londres


Hoje: Trégua termina e soldado israelense é sequestrado na Faixa de Gaza, diz Israel

Kerry falou com o ministro das Relações Exteriores do Catar, Khalid bin Mohammed al Attiyah, e com seu colega turco, Ahmet Davutoglu, pouco depois de ser informado por um assessor, enquanto voltava de uma visita à Índia, sobre os relatos do sequestro e a morte de outros dois soldados israelenses. Os incidentes causaram a interrupção de um cessar-fogo que Kerry teve bastante trabalho para mediar.

“Exortamo-os, imploramos a eles para que usem sua influência para fazer tudo que puderem para trazer o soldado de volta”, disse a repórteres uma autoridade de alto escalão do Departamento de Estado que viajava com Kerry. “Se isso falhar, o risco de que isso continue a escalar e levar à perda de mais vidas é muito alto”.

Acusação: Soldado israelense é capturado em Gaza, diz Exército de Israel

ONU

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou nesta sexta-feira (1) a violação relatada em Gaza de um cessar-fogo humanitário de 72 horas pelo grupo islamita Hamas, e exigiu a imediata e incondicional libertação de um soldado israelense capturado.

Ação: Israel retoma ataques em Gaza após cessar-fogo ser rompido

"Ele está chocado e profundamente decepcionado com esses acontecimentos", disse o porta-voz da ONU Stephane Dujarric. "O secretário-geral está profundamente preocupado sobre a retomada dos ataque de Israel contra Gaza."

"O secretário-geral pede a ambos os lados que mostrem o máximo de contenção e retornem ao acordado cessar-fogo humanitário de 72 horas, que durou tragicamente um período tão curto de tempo", disse Dujarric.

Arábia Saudita

O rei Abdullah, da Arábia Saudita, rompeu seu silêncio nesta sexta-feira depois de três semanas de conflito na Faixa de Gaza, condenando o que qualificou como silêncio internacional sobre a ofensiva de Israel e descrevendo-a como crime de guerra e "terrorismo patrocinado pelo Estado".

A Arábia Saudita, que se considera um país líder no mundo muçulmano sunita, tem desempenhado um papel pouco relevante na diplomacia para restabelecer a calma em Gaza, deixando o Egito como principal representante do mundo árabe nos esforços para um cessar-fogo no território palestino, bem como o Catar, também uma monarquia do Golfo Pérsico.

Assista: Israel divulga vídeo de ataque abortado por presença de crianças

"Nós vemos o sangue de nossos irmãos na Palestina derramado em massacres coletivos que não excluem ninguém, e crimes de guerra contra a humanidade sem escrúpulos, humanidade ou moralidade", disse Abdullah em um breve discurso lido em seu nome na televisão estatal.

“Essa comunidade (internacional), que tem observado em silêncio o que ocorre em toda a região, ficou indiferente com o que está ocorrendo, como se não fosse da sua conta. Um silêncio que não tem justificativa”, disse ele no discurso.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.