Especialistas recuperam restos mortais em local da queda de avião na Ucrânia

Por Reuters | - Atualizada às

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Autoridades ucranianas declararam esta semana que cerca de 80 corpos não foram recuperados; queda matou 298 pessoas

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Especialistas internacionais encontraram nesta sexta-feira os restos mortais de mais vítimas do avião malaio que caiu no leste da Ucrânia, mas os combates próximos entre forças do governo e rebeldes pró-Rússia renovaram os temores a respeito da segurança na região dos destroços.

O grupo de especialistas, que as autoridades ucranianas disseram chegar a 101 pessoas, foi o maior a ter acesso as destroços desde que o voo MH17 caiu no território dominado pelos rebeldes em 17 de julho, matando todas as 298 pessoas a bordo.

Os intensos combates tornaram as estradas perigosas demais para usar durante vários dias, frustrando os esforços para recuperar os restos das vítimas e levar adiante a investigação sobre a queda.

“A equipe encerrou os trabalhos por hoje. Encontraram e recuperaram restos mortais. Eles serão levados de volta à Holanda para identificação”, informou o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte. “A situação de segurança no local é instável e imprevisível”. A maioria das vítimas do voo era de holandeses.

Atirador protege área onde caiu Boeing 777 da Malaysian Airlines (24/7). Foto: ReutersGuardas de honra levam caixão de uma das vítimas do voo malaio abatido na Ucrânia no aeroporto de Kharkiv (23/7). Foto: ReutersRebeldes fazem guarda enquanto monitores da Osce checam destroços do voo abatido na Ucrânia (22/7). Foto: ReutersEquipes resgatam corpos em meio aos escombros de avião que caiu na Ucrânia (21/7). Foto: APPeter Van Vilet, líder da equipe holandesa de investigações forenses, sai de vagão após inspecionar trem refrigerado na Ucrânia (21/7). Foto: APLíder separatista Aleksander Borodai, ao centro, entrega caixas-pretas do voo MH17a Mohamed Sakri (D.), da Malásia (21/7). Foto: Maxim Zmeyev/Reuters/NewscomBoa parte das cidades da Holanda tiveram o sábado (19) marcado por homenagens aos 193 cidadãos mortos em queda de avião na Ucrânia (19/7). Foto: AP PhotoReprodução de vídeo divulgada por Kiev nesta sexta (18/7) supostamente mostra caminhão carregando lançador de míssil Buk usado para abater avião malaio. Foto: ReproduçãoA malaia Siti Dina chora após ver o nome da filha na lista de passageiros a bordo do voo MH17 da Malaysia Airlines em aeroporto de Sepang, Malásia (18/07). Foto: ReutersHomem (azul) cuja família estava a bordo do voo MH17 consola outro que tinha acabado de chegar com a esposa para confirmar mortes (18/07). Foto: ReutersMulher reage a notícias sobre a queda de avião da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia no aeroporto internacional de Kuala Lumpur em Sepang, Malásia (18/07). Foto: APParentes de passageiros a bordo do voo malaio que caiu na Ucrânia chegam a ao aeroporto internacional de Kuala Lumpur, Malásia (18/07). Foto: ReutersReação de uma mulher em frente a embaixada holandesa em Moscou, Rússia (18/07). Foto: Reuters'Nós sentimos muito, muito, muito. É uma vergonha terrível', diz mensagem deixada em frente a embaixada da Holanda em Moscou, Rússia (18/07). Foto: ReutersGaroto deixa flores em frente a embaixada da Holanda em Moscou, Rússia (18/07). Foto: ReutersMembros do Ministério de Emergência ucraniano procuram corpos perto do local onde avião malaio caiu na Ucrânia (18/07). Foto: ReutersTapete cobre corpo de passageiro do voo malaio que caiu em vila perto de Donetsk, Ucrânia (18/07). Foto: ReutersFlores sobre pertences pessoais de passageiros do voo malaio abatido perto de Donetsk, Ucrânia (18/07). Foto: ReutersPertences pessoais de passageiros do voo malaio abatido perto de Donetsk, Ucrânia (18/07). Foto: ReutersMulher afirma que parente estava no avião da Malaysia Airlines e se emociona(17/07). Foto: ReutersDestroços de avião da Malásia e corpos são encontrados no leste da Ucrânia (17/07). Foto: ReutersDestroços de avião da Malásia e corpos são encontrados no leste da Ucrânia (17/07). Foto: ReutersSegundo uma autoridade da Ucrânia, a aeronave teria sido abatida por um míssil lançado por militantes pró-Rússia (17/07). Foto: Reprodução TwitterSegundo uma autoridade da Ucrânia, a aeronave teria sido abatida por um míssil lançado por militantes pró-Rússia (17/07). Foto: Reprodução TwitterSegundo uma autoridade da Ucrânia, a aeronave teria sido abatida por um míssil lançado por militantes pró-Rússia (17/07). Foto: ReproduçãoBoeing com 295 passageiros voava de Amsterdã para Kuala Lumpur (17/07). Foto: ReutersAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa (17/07). Foto: Reprodução TwitterBoeing com 295 passageiros voava de Amsterdã para Kuala Lumpur (17/07). Foto: ReutersVídeo feito após queda do avião da Malásia que caiu na Ucrânia (17/07) . Foto: Reprodução TwitterAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa (17/07). Foto: ReproduçãoAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa (17/07). Foto: Reprodução/TwitterAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa
. Foto: ReutersAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa
. Foto: Reprodução/TwitterAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa
. Foto: ReutersVisão geral mostra o local onde um Boeing 777 da Malaysia Airlines caiu em Grabovo, na região de Donetsk, Ucrânia. Foto: Reuters

Os rebeldes afirmaram ter repelido forças governamentais no entorno de Shakhtarsk, onde os combates transcorrem hás vários dias. Um militar ucraniano disse que outros 13 soldados ficaram feridos e 11 estão desaparecidos.

A missão de recuperação dos corpos inclui especialistas da Austrália e da Holanda, assim como representantes da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE).

Uma equipe avançada foi ao local partindo da maior cidade próxima, Donetsk, na quinta-feira (31), mas só ficou por cerca de uma hora e meia e disse que os dois lados retomaram o confronto logo depois de sua saída.

Posteriormente, nas conversas em Belarus entre Rússia, Ucrânia, os rebeldes e a OSCE, as partem chegaram a um acordo para ampliar o limitado cessar-fogo nos arredores da estrada, transformando-a em um corredor de segurança.

O governo de Kiev acusou os separatistas de plantarem minas na região em torno do local da queda do avião, insinuando que querem atrapalhar a investigação e esconder provas, mas uma autoridade da OSCE afirmou não ser possível provar as alegações.

Autoridades ucranianas declararam esta semana que cerca de 80 corpos não foram recuperados dos destroços do Boeing 777. As vítimas incluem 196 holandeses e 27 australianos, além de 43 malaios.

O governo da Ucrânia voltou a alegar nesta sexta-feira (1º) que aviões russos sobrevoaram o leste de seu país, embora Moscou tenha negado acusações nas últimas semanas.

Os Estados Unidos afirmam que os separatistas provavelmente derrubaram o avião por engano com um míssil de fabricação russa. Os rebeldes e Moscou negam tal acusação e culpam a campanha militar de Kiev contra os separatistas pela queda da aeronave.

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