Ação é estratégia do governo para tentar retomar o controle da cidade de Luhansk; equipes chegam ao local onde avião caiu

O suprimento de alimentos para Luhansk, no leste da Ucrânia, que está sob controle dos rebeldes separatistas, foi cortado durante a ofensiva das forças de segurança do governo para tentar retomar a cidade, disseram autoridades locais nesta quinta-feira (31).

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Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, participa de sessão do parlamento em Kiev
Reuters
Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, participa de sessão do parlamento em Kiev


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O Exército ucraniano informou que praticamente fechou o cerco a Luhansk, mas abriu um corredor humanitário para permitir a saída de moradores. Os militares disseram ainda que não estão disparando contra áreas residenciais, mas há informações de que três pessoas foram mortas em bombardeios durante a noite.

"Mercearias, mercados e redes de grandes supermercados operam intermitentemente. As entregas de alimentos para a cidade pararam, os suprimentos estão diminuindo a cada dia. Os mercados só têm à venda produtos de seus estoques", disseram autoridades da cidade em um comunicado em seu website.

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A Organização das Nações Unidas (ONU) diz que mais de 1.000 pessoas foram mortas no conflito na Ucrânia desde meados de abril, quando separatistas pró-Rússia se rebelaram em províncias do leste onde a maioria dos habitantes fala russo, o que levou o governo central da Ucrânia a lançar uma operação chamada de "antiterrorista" para tentar debelar a revolta.

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Voo MH17

Uma equipe internacional de investigadores no leste da Ucrânia chegou ao local do acidente com o voo MH17 pela primeira vez nesta quinta. Combates entre tropas do governo e rebeldes ao longo do percurso mantiveram afastada da área por várias semanas. Um jornalista da AP no local disse que a região parece estar sob o controle dos insurgentes.

Polícia e peritos forenses da Holanda e Austrália devem se concentrar inicialmente os seus esforços em recuperar os corpos e pertences das vítimas que ainda estão no local. Ainda não está claro exatamente quantos corpos permanecem na área e em quais condições, já que estão expostos há bastante tempo. Delegação da área de aviação estatal da Rússia disse nesta quinta que também deve visitar a área, disse Sergei Izvolsky à AP.

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Representantes das comissões de holandeses e ucranianas não quiseram comentar sobre a chegada das autoridades russas na região. Enquanto isso, o parlamento da Ucrânia, por sua vez, votou por não aceitar a renúncia do primeiro-ministro Arseniy Yatsenyuk.

*Com AP e Reuters

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