Mais de 1,3 mil palestinos e 50 israelenses já morreram desde o dia 8; ação deve terminar após Israel destruir túneis do Hamas

BBC

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira (31) que não vai parar a ofensiva em Gaza até que todos os túneis construídos pelo Hamas para atacar Israel sejam destruídos.

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Soldado israelense em túnel construído pelo Hamas para atacar Israel
Reuters
Soldado israelense em túnel construído pelo Hamas para atacar Israel


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Apesar do alto contingente de mortos nos ataques - quase 1.400 mil do lado palestino, a maioria civis -, o premiê disse que Israel está determinado a destruir os túneis "com ou sem cessar-fogo".

"Já neutralizamos vários túneis do terror, e estamos determinados a completar esta missão com ou sem cessar-fogo", declarou o premiê israelense. "Portanto, não vou concordar com nenhuma proposta que não permita às Forças Armadas israelenses concluir esta importante tarefa, pelo bem da segurança de Israel."

Israel anunciou nesta quinta-feira a convocação de 16 mil reservistas para reforçar o contingente de suas forças militares - aumentando o total de convocados para 86 mil.

As Forças Armadas do país deram início a uma operação terrestre para destruir os túneis no dia 17 de julho. O país insiste que qualquer acordo de cessar-fogo inclua o direito de continuar esta tarefa. Nesta semana, Netanyahu já havia dado indicações de que previa um "longo conflito" pela frente.

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Desde o início da operação Margem Protetora, no dia 8 de julho, 1.360 palestinos morreram - a maioria civis. Do lado israelense, morreram 56 soldados e dois civis. Um trabalhador tailandês em Israel também foi morto.

Segundo a ONU, 425 mil pessoas em Gaza tiveram de deixar suas casas por causa da operação. A organização diz que está amparando 225 mil palestinos em 86 abrigos ao longo da Faixa de Gaza. Acredita-se que cerca de 200 mil estejam na casa de amigos e parentes.

O número total de desabrigados e desalojados chega a um quarto da população da Faixa de Gaza (1,7 milhão).

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A operação Margem Protetora tinha como foco, no início, diminuir a capacidade do Hamas de lançar foguetes contra Israel, mas foi expandida para eliminar a ameaça dos túneis.

Integrantes do Hamas já efetuaram diversos ataques a partir dos túneis, matando soldados israelenses.

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