Casa Branca afirmou que reabastecimento de munição é rotina e não será o responsável por prolongar o conflito no país

Reuters

Os EUA reiteraram, nesta quinta-feira (31), sua posição de que Israel tem o direito de se defender e descreveu o reabastecimento de munição como "rotina" ao país durante o conflito na Faixa de Gaza. O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, rejeitou sugestões de que o reabastecimento possa prolongar o conflito.

Veja fotos do conflito que já deixou mais de 1.400 mortos em Israel:

"Os itens solicitados foram prontamente disponibilizados e fornecidos, como tem ocorrido em várias outras ocasiões", disse Earnest, que pediu às Forças de Defesa de Israel para fazerem mais esforços para proteger os civis, classificando um ataque israelense contra uma escola da ONU (Organização das Nações Unidas) como "totalmente inaceitável e totalmente indefensável".

As autoridades norte-americanas fizeram os comentários pouco antes de os EUA e a ONU anunciarem a paralisação do conflito ao longo de 72 horas e de um acordo para que as delegações israelense e palestina se reúnam no Cairo para buscar um "cessar-fogo duradouro".

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Autoridades em Gaza dizem que mais de 1.410 palestinos, a maioria civis, foram mortos no enclave. Israel afirma que 56 de seus soldados e três civis morreram. O porta-voz do Pentágono, coronel Steve Warren, lamentou a quantidade de vítimas, dizendo que o número de "mortes de civis em Gaza está muito alto".

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