Para Moscou, sanções 'míopes' vão agravar relações entre Rússia e EUA

Por Reuters |

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Comunicado chamou medidas de 'destrutivas'; Rússia anuncia o embargo da importação de frutas e vegetais vindos da Polônia

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A Rússia chamou, nesta quarta-feira (30), as novas sanções dos Estados Unidos de "destrutivas e míopes", afirmando que serviriam apenas para agravar os laços entre a Rússia e os EUA, que devido à crise ucraniana são as piores desde a Guerra Fria.

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"As decisões de Washington podem agravar ainda mais a situação das relações entre Rússia e EUA e criar um ambiente extremamente desfavorável nas relações internacionais, em que a cooperação entre nossos Estados desempenha com frequência um papel decisivo", disse comunicado do Ministério das Relações Exteriores russo.

"As perdas de fato provenientes dessa política destrutiva e míope serão em grande medida tangíveis para Washington."

Embargo

A Rússia anunciou nesta quarta um embargo a maioria das importações de frutas e vegetais da Polônia e disse que pode estender as restrições ao resto da União Europeia, em sua primeira aparente retaliação pelas sanções do Ocidente impostas no dia anterior por conta da crise na Ucrânia.

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Moscou, que compra mais de 2 bilhões de euros de frutas e vegetais da UE por ano, maior mercado de exportação desse tipo de produtos, disse que a proibição se dá por motivos sanitários. Produtores poloneses de frutas disseram que a proibição era política, embora a Rússia tenha negado isso.

A Rússia foi frequentemente acusada no passado de utilizar inspeções sanitárias para restringir o comércio de países com os quais tem disputas políticas. A UE disse estar estudando o anúncio, o qual foi descrito como uma surpresa.

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

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A proibição aconteceu um dia após a União Europeia e os Estados Unidos terem imposto suas primeiras sanções, buscando atingir setores amplos da economia russa, restringindo vendas de equipamentos para os setores de petróleo e defesa e limitando o acesso de bancos estatais a mercados de capitais ocidentais.

Moscou nega as acusações ocidentais de que tenha fornecido armas e apoiado rebeldes que combatem forças da Ucrânia no leste do país. Autoridades russas condenaram as sanções de terça.

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A pressão por sanções contra os russos aumentou dramaticamente após 17 de julho, quando um avião da Malásia foi abatido em território rebelde com a utilização, segundo Washington e Bruxelas acreditam, de um míssil fornecido pela Rússia.

De acordo com dados da Comissão Europeia, a UE vendeu á Rússia 1,2 bilhão de euros em frutas e 886 milhões de euros em vegetais em 2011, representando 28% das exportações de frutas do bloco e 21,5% de vegetais. Para alguns países da UE, incluindo a Polônia, esses percentuais são ainda maiores.

Ao impuserem ações como essa primeiramente contra a Polônia, que foi parte do bloco soviético há pouco mais de apenas duas décadas, Moscou atinge um dos mais fervorosos apoiadores de maiores sanções contra a Rússia pelo apoio a rebeldes na Ucrânia.

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“Nossas restrições não estão ligadas às sanções da UE, porque esta situação (das importações da Polônia) tem se desenvolvido há um bom tempo”, disse o porta-voz da agência de inspeção sanitária russa, Alexei Alekseenko. As restrições serão começadas a partir do dia 1 de agosto.

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