Declaração conjunta advertiu Moscou sobre possíveis sanções adicionais, caso não haja mudança política sobre o assunto

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Os líderes do G7 emitiram uma declaração conjunta nesta quarta-feira (30) advertindo que a Rússia vai enfrentar sanções econômicas adicionais se Moscou não mudar o rumo da sua política para a Ucrânia.

Hoje: Para Moscou, sanções 'míopes' vão agravar relações entre Rússia e EUA

Barack Obama fala aos jornalistas sobre as novas sanções impostas à Rússia da Casa Branca, em Washington (29/07)
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Barack Obama fala aos jornalistas sobre as novas sanções impostas à Rússia da Casa Branca, em Washington (29/07)


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A declaração dos líderes dos países que formam o G7 - Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Grã-Bretanha - foi um gesto de solidariedade entre os aliados. Eles expressaram preocupação séria com as ações russas que têm minado "a soberania, a integridade territorial e a independência da Ucrânia".

"A Rússia ainda tem a oportunidade de escolher o caminho de diminuir a crise", disse o comunicado, um dia depois de a Europa e os Estados Unidos anunciarem uma nova rodada de sanções. "Se não fizer isso, no entanto, continuamos prontos para intensificar ainda mais os custos de suas ações adversas."

Os líderes do G7 apelaram a todos os lados em conflito para estabelecerem um cessar-fogo no local da queda do avião da Malásia que foi derrubado em 17 de julho no leste da Ucrânia.

Eles também pediram um cessar-fogo duradouro entre o Exército ucraniano e os separatistas pró-russos do leste.

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Sanções "míopes"

A Rússia chamou, nesta quarta as novas sanções dos Estados Unidos de "destrutivas e míopes", afirmando que serviriam apenas para agravar os laços entre a Rússia e os EUA, que devido à crise ucraniana são as piores desde a Guerra Fria.

"As decisões de Washington podem agravar ainda mais a situação das relações entre Rússia e EUA e criar um ambiente extremamente desfavorável nas relações internacionais, em que a cooperação entre nossos Estados desempenha com frequência um papel decisivo", disse comunicado do Ministério das Relações Exteriores russo.

"As perdas de fato provenientes dessa política destrutiva e míope serão em grande medida tangíveis para Washington."

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Embargo

A Rússia anunciou nesta quarta um embargo a maioria das importações de frutas e vegetais da Polônia e disse que pode estender as restrições ao resto da União Europeia, em sua primeira aparente retaliação pelas sanções do Ocidente impostas no dia anterior por conta da crise na Ucrânia.

Moscou, que compra mais de 2 bilhões de euros de frutas e vegetais da UE por ano, maior mercado de exportação desse tipo de produtos, disse que a proibição se dá por motivos sanitários. Produtores poloneses de frutas disseram que a proibição era política, embora a Rússia tenha negado isso.

A Rússia foi frequentemente acusada no passado de utilizar inspeções sanitárias para restringir o comércio de países com os quais tem disputas políticas. A UE disse estar estudando o anúncio, o qual foi descrito como uma surpresa.

Militante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: AP

A proibição aconteceu um dia após a União Europeia e os Estados Unidos terem imposto suas primeiras sanções, buscando atingir setores amplos da economia russa, restringindo vendas de equipamentos para os setores de petróleo e defesa e limitando o acesso de bancos estatais a mercados de capitais ocidentais.

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Moscou nega as acusações ocidentais de que tenha fornecido armas e apoiado rebeldes que combatem forças da Ucrânia no leste do país. Autoridades russas condenaram as sanções de terça.

A pressão por sanções contra os russos aumentou dramaticamente após 17 de julho, quando um avião da Malásia foi abatido em território rebelde com a utilização, segundo Washington e Bruxelas acreditam, de um míssil fornecido pela Rússia.

De acordo com dados da Comissão Europeia, a UE vendeu á Rússia 1,2 bilhão de euros em frutas e 886 milhões de euros em vegetais em 2011, representando 28% das exportações de frutas do bloco e 21,5% de vegetais. Para alguns países da UE, incluindo a Polônia, esses percentuais são ainda maiores.

Ao impuserem ações como essa primeiramente contra a Polônia, que foi parte do bloco soviético há pouco mais de apenas duas décadas, Moscou atinge um dos mais fervorosos apoiadores de maiores sanções contra a Rússia pelo apoio a rebeldes na Ucrânia.

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“Nossas restrições não estão ligadas às sanções da UE, porque esta situação (das importações da Polônia) tem se desenvolvido há um bom tempo”, disse o porta-voz da agência de inspeção sanitária russa, Alexei Alekseenko. As restrições serão começadas a partir do dia 1 de agosto.

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