EUA e UE aplicarão novas sanções para minar a economia da Rússia

Por BBC | - Atualizada às

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Moscou nega as acusações feitas pela UE e pelos EUA de que estaria fornecendo armamentos pesados aos rebeldes

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A União Europeia (UE) e os Estados Unidos aplicarão novas sanções econômicas contra a Rússia, por conta do envolvimento no conflito no leste da Ucrânia, onde rebeldes estão enfrentando o governo local.

A nova leva tem como alvo os setores de petróleo, equipamentos de defesa, de tecnologia e de finanças. O objetivo é elevar o custo do apoio dado pela Rússia a rebeldes pró-Moscou na Ucrânia e enfraquecer a economia do país.

Veja imagens de combantes russos na Ucrânia:

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

"Dissemos que, se a Rússia continuasse nesse caminho, haveria um custo crescente. Hoje, estamos cumprindo essa promessa. A previsão de crescimento da Rússia para este ano é quase nula", disse o presidente americano Barack Obama em pronunciamento na tarde desta terça-feira, na Casa Branca.

"Não precisa ser assim, mas essa é a escolha da Rússia e do presidente (Vladimir) Putin. Há uma outra escolha: a Rússia se unir ao resto do mundo na busca por uma solução diplomática."

Moscou nega as acusações feitas pela UE e pelos Estados Unidos de que estaria fornecendo armamentos pesados aos rebeldes.

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Pressão

Os detalhes das novas sanções aplicadas pela UE - que foram aprovadas pelos embaixadores de seus 28 Estados - virão à tona em um comunicado oficial na quarta-feira.

A UE também provavelmente anunciará novos nomes de autoridades russas que terão os bens congelados e ficarão proibidas de viajar na Europa.

A pressão por uma ação mais energética dos Estados Unidos e da UE aumentou depois que o voo MH17 foi derrubado enquanto sobrevoava o leste da Ucrânia, no dia 17 de julho, causando a morte das 298 pessoas a bordo, muitas das quais eram cidadãos holandeses.

Uma equipe internacional não conseguiu ter acesso ao local da queda, em meio a intensos combates entre forças do governo ucraniano e os rebeldes.

Governos ocidentais dizem acreditar que os separatistas pró-Rússia derrubaram o avião com um míssil russo. Moscou e os rebeldes negam e culpam o Exército ucraniano.

Em pronunciamento feito em Washington, o secretário de Estado americano, John Kerry, exigiu que os rebeldes e a Rússia deem acesso total ao local da queda aos investigadores.

"Eles sequer conseguiram recuperar todos os corpos, e isso é inaceitável e insuportável para as famílias", disse Kerry. "O local tem de ser isolado. As provas têm de ser preservadas. E a Rússia precisa usar sua influência diante dos separatistas para garantir o mínimo de decência."

Ofensiva

As tropas ucranianas continuam a ofensiva para cercar os rebeldes na região de Donetsk.

Ao menos dez soldados ucranianos e 22 civis, entre eles três crianças e cinco pessoas que estavam em um asilo para idosos, foram mortos nas últimas 24 horas.

Segundo Gavin Hewitt, correspondente da BBC, a revolta com o bloqueio do acesso de investigadores internacionais foi crucial no anúncio de novas sanções.

"Também há o fato de que, desde o incidente, a Rússia vem permitindo que armas pesadas sejam levadas para a Ucrânia por suas fronteiras", afirma Hewitt.

"A Europa tinha de agir em nome de sua própria credibilidade e pode ter que ir ainda mais longe para garantir que Vladimir Putin e seu círculo interno entendam que suas ações têm consequências."

Ainda não está claro qual será a reação russa.

Na última segunda-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, pediu aos líderes da sua indústria de equipamentos de defesa que fosse reduzida a dependência de componentes e fornecedores estrangeiros, que devem ser substituídos por alternativas nacionais.

E o ministro de Relações Exteriores, Sergeu Lavrov, disse que a Rússia não retaliará nem "cairá na histeria".


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