Israel afirma ter retomado a ofensiva após ser atacado por foguetes e o Hamas ter rejeitado o cessar-fogo humanitário

BBC

O Exército israelense retomou a ofensiva aérea, naval e terrestre na Faixa de Gaza depois que o Hamas rejeitou a extensão do cessar-fogo e voltou a lançar foguetes contra Israel.

Sábado: Número de mortos em Gaza passa de mil; Israel tem 42 mortos

Israel havia aceitado um pedido da ONU para ampliar por mais 24 horas , até a meia-noite deste domingo, a trégua iniciada no sábado às 8h (hora local, 1h de Brasília). Mas fontes militares haviam alertado que agiriam caso o Hamas interrompesse o cessar-fogo.

Sexta: Ataque de Israel mata 20 palestinos da mesma família

No sábado, o grupo palestino disse que só aceitaria ampliar a trégua se as tropas israelenses deixassem Gaza por completo e os palestinos pudessem voltar para suas casas.

Ao rejeitar o cessar-fogo, o Hamas ainda acusou Israel de "usar a pausa para preparar novos ataques". Mais de mil palestinos, a maioria civis, e 46 isralenses, 3 civis, foram mortos desde o início da ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza. Quase 6 mil palestinos ficaram feridos em 20 dias de conflitos, segundo autoridades de saúde de Gaza.

'Foguetes incessantes'

Militares israelenses postaram no Twitter na manhã de domingo que "diante do lançamento incessante de foguetes por parte do Hamas durante a janela humanitária, acordada para o bem-estar da população de Gaza, as Forças de Defesa Israelenses (IDF) vão retomar suas ações aéreas, navais e terrestres na Faixa de Gaza".

Saiba mais: Entenda o atual conflito entre Israel e Hamas

No domingo, o porta-voz da IDF, o tenente-coronel Peter Lerner, disse que a operação iria recomeçar por causa de "violação flagrante da remissão humanitária pelo Hamas".

Correspondentes em Gaza relatam ter ouvido inúmeras explosões em vários distritos do território. Há relatos de que três palestinos morreram assim que os bombardeios aéreos recomeçaram.

Veja também: Leia todas as notícias sobre o conflito entre Israel e o Hamas

Durante a trégua temporária, sirenes de alerta contra foguetes continuaram a soar nas principais cidades israelenses. Fontes israelenses acrescentaram que um soldado foi morto por um morteiro lançado de Gaza na manhã de domingo.

Israel deu início a uma ofensiva militar com o objetivo de impedir que o Hamas continuasse a disparar foguetes desde a Faixa de Gaza. No dia 18 de julho, o país também entrou em Gaza por terra, dizendo que a operação era necessária para destruir túneis cavados por militantes do Hamas para infiltrar Israel.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.