Rússia nega envolvimento; imagens seriam de depois da derrubada do voo da Malaysia Airlines, que matou 298 pessoas

Os EUA divulgaram neste domingo (27) imagens de satélite que confirmariam que artilharia russa foi disparada em direção à Ucrânia, na semana passada, em apoio a separatistas pró-Rússia.

Voo mh17: Avião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa

As imagens obtidas pelo gabinete do diretor de inteligência nacional mostram marcas d no chão que, segundo o Departamento de Estado, apontam locais de lançamento e crateras de impacto em torno de locais militares ucranianos. Elas indicam que fogo foi disparado de lançadores múltiplos de foguetes, disse o departamento.

O Departamento de Estado também afirmou que as imagens oferecem provas de que separatistas dentro da Ucrânia dispararam sobre as forças ucranianas usando artilharia pesada fornecida pela Rússia.

A artilharia pesada teria sido lançada para o lado ucraniano da fronteira entre 21 de julho e 26 de julho, após a derrubada de 17 de julho do voo da Malaysia Airlines, que matou todos os 298 tripulantes.

O documento de quatro páginas afirma que as imagens fornecem provas de que as forças russas têm "disparado pela fronteira contra forças militares ucranianas e que separatista pró-Rússia têm usado artilharia pesada provida pela Rússia em ataques dentro da Ucrânia”.

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O documento é parte da estratégia do governo Obama de para responsabilizar a Rússia por suas atividades na vizinha Ucrânia. A liberação das imagens poderia ajudar a persuadir aliados europeus dos EUA a aplicar sanções mais severas contra a Rússia. A apresentação também tem como objetivo dissuadir a Rússia de mais uma postura militar.

Obama: Evidências indicam que míssil de área pró-Rússia abateu avião da Malásia

Recentemente, a Inteligência dos EUA afirmou “um sólido caso circunstancial” de que separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia foram os responsáveis pela derrubada do voo MH17 da Malaysia Airlines. A Rússia negou. 

Os intensos combates no leste da Ucrânia, onde um avião da Malásia foi derrubado, complicaram ainda mais uma investigação neste domingo, enquanto a Europa e os Estados Unidos prepararam sanções econômicas à Rússia por conta do conflito.

Pelo menos treze pessoas foram mortas em confrontos entre tropas ucranianas e rebeldes pró-Rússia, que se alastraram em cinco áreas da região.

Monitores internacionais disseram ter abandonado os planos de visitar o local do acidente devido a temores de que a medida não seja segura, apesar de a Malásia ter afirmado mais cedo que os rebeldes concordaram em dar acesso à área.

A Ucrânia disse que está tentando desalojar os rebeldes, mas negou estar combatendo perto do local em que o avião caiu. O país acrescentou que os separatistas puseram os monitores para fora com a falsa justificativa de que o exército estava operando nas proximidades.

A Rússia rejeitou alegações dos EUA de que estava prestes a entregar mais mísseis aos separatistas. Líderes ocidentais dizem estar quase certos de que os separatistas derrubaram o avião por engano com um míssil terra-ar fornecido pela Rússia.

Os separatistas negam qualquer envolvimento e Moscou afirma não ter fornecido equipamentos a eles, sugerindo que forças ucranianas são as culpadas.

"Kiev está tentando destruir as provas de um crime cometido pelo seu exército", disse o líder separatista Aleksander Borodai, referindo-se a uma ofensiva do exército ucraniano a certa distância do local neste domingo.

*Com informações da AP e da Reuters

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