Premiê reage afirmando que grupo não respeita seu próprio anúncio: 'Israel fará o que tem de fazer para defender seu povo'

O grupo militante Hamas disse neste domingo (27) que concorda com uma trégua humanitária de 24 horas na guerra de Gaza por causa de um grande feriado muçulmano.

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Fumaça de ataques aéreos de Israel sobem sobre a Cidade de Gaza, no norte do território palestino (27/7)
AP
Fumaça de ataques aéreos de Israel sobem sobre a Cidade de Gaza, no norte do território palestino (27/7)

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O porta-voz do Hamas Sami Abu Zuhri disse que a trégua passou a vigorar às 14 horas locais (8 horas de Brasília). O feriado de três dias de Eid al-Fitr, que fecha o mês de jejum do Ramadã, está previsto para começar na segunda ou terça-feira, dependendo da observação da lua nova.

"Como preparação para o fim do Ramadã, em resposta à mediação da ONU e também considerando as condições de vida de nossa população, concordamos com todas as outras facções palestinas em iniciar uma trégua humanitária com duração de 24 horas", informou Zuhri em um comunicado.

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Israel havia oferecido uma trégua de 24 horas na noite de sábado (26), mas o Hamas a rejeitou, disparando mais foguetes contra Israel. Em resposta, Israel retomou as operações em Gaza .

À rede de TV CNN, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou o grupo militante de violar sua própria oferta de trégua . "O Hamas não aceita o seu próprio cessar-fogo, continua disparando contra nós enquanto falamos." Netanyahu acrescentou que, "sob essas circunstâncias, Israel vai fazer o que tem de fazer para defender o seu povo”.

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Na madrugada de domingo, o Exército israelense retomou a ofensiva aérea, naval e terrestre na Faixa de Gaza depois que o Hamas rejeitou a extensão da trégua de sábado e voltou a lançar foguetes contra Israel.

Israel havia aceitado um pedido da ONU para ampliar por mais 24 horas, até a meia-noite deste domingo, a trégua iniciada às 8h de sábado (hora local, 2h de Brasília). Mas fontes militares haviam alertado que agiriam caso o Hamas interrompesse o cessar-fogo.

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Horas antes de voltar a disparar contra Israel, o grupo palestino havia dito que só aceitaria ampliar a trégua se as tropas israelenses deixassem Gaza por completo e os palestinos pudessem voltar para suas casas.

Ao rejeitar primeiramente o cessar-fogo, o Hamas ainda acusou Israel de "usar a pausa para preparar novos ataques".

Os 20 dias de guerra mataram mais de 1.060 palestinos, em sua maioria civis, e deixaram quase 6 mil feridos, de acordo com funcionários de saúde palestinos. Israel perdeu 43 soldados. Dois civis israelenses e um trabalhador tailandês foram mortos por ataques de foguete e morteiro lançados de Gaza.

Israel lançou uma grande campanha aérea em Gaza em 8 de julho e, posteriormente, enviou soldados para o território controlado pelo grupo militante Hamas, em uma operação que, diz, tem o objetivo de impedir o lançamento de foguetes contra seu território e de destruir tunéis usados por militantes para atravessar em direção a Israel e lançar ataques.

Até agora, o Exército descobriu 31 túneis e destruiu metade deles. Desde 8 de julho, os militantes lançaram cerca de 2,5 mil foguetes contra Israel.

*Com AP e BBC

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