Vice-chefe da Osce justifica ação afirmando que há relatos de confrontos na região leste, onde separatistas combatem Kiev

Especialistas holandeses cancelaram planos de se dirigir ao local da queda do voo MH17 da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia por relatos de confrontos na região, onde separatistas pró-Rússia combatem forças do governo de Kiev, disseram autoridades neste domingo (27).

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Alexander Hug, o vice-chefe da equipe de monitoramento da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (Osce), disse que era muito perigoso para oficiais desarmados viajar de sua localidade atual na cidade controlada por rebeldes de Donetsk. Ele afirmou que essa missão, contendo oficiais da Holanda e da Austrália, consideraria retomar as operações se a segurança melhorar.

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As declarações foram dadas depois de o primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, ter anunciado que, a partir de quarta-feira, enviaria de Kuala Lumpur 68 policiais malaios para o local da queda do avião malaio depois que separatistas pró-Rússia concordaram em permitir que uma equipe policial internacional fornecesse proteção aos investigadores.

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Em um comunicado, Razak afirmou que conversou com seus homólogos da Holanda e da Austrália, com os três tendo concordado em trabalhar juntos no envio de policiais ao local. Ainda não está claro se os relatos de confrontos farão a Malásia reconsiderar seus planos.

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Havia 193 holandeses, 43 malaios e 37 australianos no voo que foi abatido por um míssil terra-ar quando sobrevoava o território rebelde no leste da Ucrânia em 17 de julho, em uma viagem da Holanda para Kuala Lumpur. O incidente matou todas as 298 pessoas a bordo. Funcionários dos EUA e da Ucrânia disseram que a aeronave foi atingida por um míssil lançado do território rebeldes, muito provavelmente por erro.

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Na semana passada, Najib alcançou um acordo com o líder rebelde Alexander Borodai para garantir a entrega das caixas-pretas do avião e os restos mortais das vítimas, assim como para assegurar um acesso seguro ao local.

*Com AP

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