Combates entre forças da Líbia e militantes islâmicos matam 38 em Benghazi

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Na capital, Trípoli, míssil deixa 23 mortos ao atingir casas no sábado durante embates entre milícias que disputam aeroporto

Confrontos entre as forças especiais líbias e militantes islâmicos deixaram ao menos 38 mortos, muitos deles civis, em Benghazi, cidade ao leste da Líbia, na noite de sábado e na manhã deste domingo, disseram fontes médicas e de segurança.

Sábado: EUA desocupam embaixada da Líbia após escalada de violência em Trípoli

AP
Reprodução de vídeo mostram combatentes que disputam controle de aeroporto em Trípoli, Líbia (26/7)

Junho: EUA anunciam captura de suspeito por ataque em Benghazi, Líbia

Na capital do país, Trípoli, um míssil matou 23 trabalhadores egípcios ao atingir suas casas no sábado, durante confrontos entre milícias rivais que lutavam pelo controle do principal aeroporto da cidade, informou a agência de notícias estatal egípcia.

Nas últimas duas semanas, a Líbia chegou ao ponto máximo de violência mortal desde a guerra em 2011, que derrubou Muamar Kadafi, fazendo com que os EUA, a Oganização das Nações Unidas (ONU) e a Turquia tirassem seus diplomatas do país do norte da África.

Com a incapacidade do governo de impor a ordem, duas milícias rivais estão lançando foguetes e fogo de artilharia entre si em Trípoli, enquanto unidades do Exército tentam expulsar militantes islâmicos que se instalaram nos arredores de Benghazi.

Os EUA esvaziaram sua embaixada na Líbia no sábado, levando seus diplomatas para o outro lado da fronteira, até a Tunísia, sob forte proteção militar, depois que crescentes confrontos aconteceram perto da embaixada em Trípoli.

Neste domingo, a França pediu que todos os cidadãos franceses deixem o país. "Todos os nossos cidadãos estão convidados a entrar em contato o mais rápido possível com a nossa embaixada em Trípoli", disse o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado.

Na manhã deste domingo, bombardeios esporádicos continuavam em Trípoli, porém em menor escala do que nos dias anteriores. Não houve relatos imediatos de vítimas.

Mas os confrontos foram bem mais intensos em Benghazi durante a noite, onde unidades do Exército e da força aérea se uniram a um ex-general do Exército desertor, que lançou uma campanha, segundo ele, para expulsar os militantes islâmicos da cidade.

Uma fonte das forças especiais que enfrentam os militantes islamistas em Benghazi disse à Reuters que os confrontos envolviam aviões de guerra atacando posições de militantes pertencentes à Ansar al-Sharia e outro grupo na cidade.

*Com Reuters

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