Total aumenta enquanto mais de 130 corpos são retirados de escombros. Hamas lança novos foguetes após fim de trégua

O número de mortos na Faixa de Gaza passou de 1 mil, em sua maioria civis, e o de feridos chegou a quase 6 mil, informaram neste sábado (26) fontes médicas palestinas, 19 dias depois de Israel iniciar uma ofensiva contra militantes do Hamas. Israel, por sua voz, contabiliza 42 mortos, incluindo 40 soldados e dois civis. Um trabalhador rural tailandês também morreu ao ser atingido por um morteiro.

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Palestinos se reúnem ao redor de escombros de prédio onde membros de uma mesma família foram mortos em ataque de Israel em Khan Younis (26/7)
AP
Palestinos se reúnem ao redor de escombros de prédio onde membros de uma mesma família foram mortos em ataque de Israel em Khan Younis (26/7)

Em vigor hoje: Israel anuncia trégua de 12 horas em conflito na Faixa de Gaza

O total de vítimas palestinas aumentou enquanto equipes de emergência retiraram mais de 130 corpos ao vasculhar escombros do território controlado pelo grupo militante durante uma trégua humanitária de 12 horas iniciada às 8 horas locais (2 horas em Brasília).

Logo após o fim do prazo, às 14 horas de Brasília, o Hamas retomou o lançamento de foguetes apesar de Israel ter concordado previamente em estender por mais quatro horas, até a meia-noite local (18 horas em Brasília), a trégua. Reunidos em Paris, chanceleres dos EUA, do Reino Unido, da França, da Alemanha, da Itália, além do Catar e da Turquia haviam pedido a ampliação da trégua.

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Israel lançou uma grande campanha aérea em Gaza em 8 de julho e, posteriormente, enviou soldados para o território controlado pelo grupo militante Hamas, em uma operação que, diz, tem o objetivo de impedir o lançamento de foguetes contra seu território e de destruir tunéis usados por militantes para atravessar em direção a Israel e lançar ataques.

Até agora, o Exército descobriu 31 túneis e destruiu metade deles. Desde 8 de julho, os militantes lançaram cerca de 2,5 mil foguetes contra Israel.

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Os ataques israelenses destruíram centenas de casas e forçaram dezenas de milhares de pessoas a fugir, de acordo com grupos de direitos humanos palestinos. Mais de 160 mil palestinos deslocados procuraram abrigo em dezenas de escolas da ONU, um aumento de oito vezes desde o início da operação terrestre de Israel há uma semana, disse a ONU.

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Israel afirma que faz o possível para evitar mortes de civis, incluindo enviando alertas de retirada para os residentes das áreas que serão alvo de ataques, e culpa o Hamas de colocar as vidas das pessoas em risco acusando-o de usá-las como escudo.

Trégua

Milhares de residentes do território que fugiram dos combates entre Israel e o Hamas retornaram neste sábado a áreas destruídas assim que começou a trégua de 12 horas acordada entre as duas partes e se depararam com uma destruição em grande escala: várias casas estão pulverizadas, enquanto estradas estão bloqueadas pelos escombros e cabos elétricos estão soltos pelas ruas.

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Assim que a trégua entrou em vigor às 8 horas locais (2 horas em Brasília), ambulâncias do Crescente Vermelho alcançaram as áreas mais atingidas para retirar corpos dos escombros. De acordo com Kidra, 85 corpos foram retirados dos destroços neste sábado.

A trégua de 12 horas foi apenas o resultado aparente de uma missão de mediação de alto nível do secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, durante esta semana. Eles fracassaram em conseguir, como esperavam, um cessar-fogo de uma semana de duração como precursor de um acordo mais amplo.

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Médicos palestinos retiram corpo de escombros de casa destruída por ataque de Israel em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza (25/7)
AP
Médicos palestinos retiram corpo de escombros de casa destruída por ataque de Israel em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza (25/7)

Em vez disso, o ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, alertou que pode, em breve, expandir "de forma significativa" a operação em Gaza. Assim, parece pouco improvável que a trégua deste sábado mude o curso das atuais hostilidades, com ambos os lados se entrincheirando em suas posições.

Israel busca obter um poder de dissuasão. "No final da operação, o Hamas terá de pensar se vale a pena nos atingir no futuro", disse Yaalon na sexta-feira. O governo israelenses também vem sugerindo a desmilitarização de Gaza como condição para um cessar-fogo permanente, para que o Hamas não possa se rearmar. A atual guerra é a terceira em Gaza em cinco anos.

O Hamas, por sua vez, deseja suspender os ataques só quando receber garantias internacionais de que o bloqueio de sete anos contra Gaza será levantado. Israel e o Egito aumentaram o bloqueio depois que o Hamas capturou o território, em 2007.

*Com AP e Reuters

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