Cidadãos do País são em sua maioria filhos de brasileiros ou de palestinos que viveram no Brasil; 15 já saíram do território

Desde o início do mais recente confronto entre Israel e o grupo militante Hamas, na Faixa de Gaza, em 8 de julho, 15 brasileiros deixaram a região dos conflitos e 31 permanecem em suas casas. De acordo com o Escritório de Representação do Brasil na Autoridade Nacional Palestina, em Ramallah, na Cisjordânia, muitos justificam permanecer na zona de conflito alegando motivos pessoais e familiares e afirmando não ter aonde ir.

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Palestinos se reúnem ao redor de escombros de prédio onde membros de uma mesma família foram mortos em ataque de Israel em Khan Younis (26/7)
AP
Palestinos se reúnem ao redor de escombros de prédio onde membros de uma mesma família foram mortos em ataque de Israel em Khan Younis (26/7)

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Entre os que deixaram Gaza, 12 brasileiros - sendo 11 de duas famílias e uma mulher cujos parentes já estavam no Cairo - atravessaram a fronteira para o Egito. Uma freira brasileira foi para Belém, na Cisjordânia, e mais duas mulheres, mãe e filha, seguiram para a Jordânia. Quando o conflito se iniciou, a representação brasileira entrou em contato com os brasileiros na região e, em seguida, com a Organização das Nações Unidas (ONU) e as autoridades dos países para onde os brasileiros pretendiam se deslocar.

Entre as pessoas com cidadania do País, poucos são nascidos no Brasil, tendo herdado a cidadania brasileira por serem filhos de brasileiros ou de palestinos que viveram no Brasil e conquistaram a cidadania depois de um tempo.

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Com exceção das duas mulheres que foram para Amã, na Jordânia, os demais brasileiros tiveram de se deslocar por conta própria até a fronteira. Mãe e filha tiveram auxílio da ONU e foram transportadas em um comboio com vários estrangeiros. Todos os deslocamentos são feitos em “janelas de oportunidade” ou “tréguas humanitárias”, como são chamados os curtos períodos de cessar-fogo.

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Vários relatos, no entanto, indicam que muitos estrangeiros, incluindo brasileiros que permanecem em Gaza, têm medo de sair de casa até mesmo para deixar a região. O risco de se tornarem alvos existe. Das mais de 1 mil mortes registradas até este 19º dia do conflito, mais de 70% correspondem a civis, segundo a ONU. Escolas e igrejas, que servem de refúgio, estão lotadas. Com 41 quilômetros (Km) de cumprimento e 6 km a 12 km de largura, a Faixa de Gaza tem área total de 365 km², quatro vezes menor do que o município de São Paulo.

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Com pouco mais de 1,8 milhão de habitantes, a área tem densidade de aproximadamente 5 mil pessoas por quilômetro quadrado. Para piorar a situação de muitas pessoas em um pequeno território, cerca de 40% dele foi declarado passível de ataques pelo governo de Israel, que despeja folhetos e manda mensagens de celular para milhares de pessoas deixarem suas casas se não quiserem sofrer “as consequências”. A Cruz Vermelha Internacional informou que a falta de água e a destruição da rede de esgoto afetam muito a população.

*Com Agência Brasil

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