Governo israelense decide atender pedido das Nações Unidas, mas diz que Exército responderá caso Hamas ataque

BBC

Mulher palestina carrega seus pertences após ter casa destruída
Reuters
Mulher palestina carrega seus pertences após ter casa destruída

Israel aceitou o pedido da ONU por um cessar-fogo de 24 horas em Gaza, mas disse que o Exército agirá caso a trégua seja desrespeitada por militantes palestinos.

Sábado: 
Número de mortos em Gaza passa de mil; Israel tem 42 mortos, incluindo 2 civis

Uma reunião de crise do gabinete do governo israelense decidiu estender a trégua que começou na manhã desde sábado até a meia-noite de domingo (hora local).

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A decisão aconteceu apesar dos foguetes atirados por militantes do Hamas, que rejeitaram a oferta israelense inicial, de prolongar o cessar-fogo por mais quatro horas, até o fim do sábado.

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O Hamas afirmou que quer um final total da operação militar e acusou Israel de usar a trégua para preparar mais ataques.

"Qualquer calmaria humanitária que não inclua a retirada dos soldados da ocupação da Faixa de Gaza e não permita que as pessoas retornem a suas casas para retirar os feridos é inaceitável", disse o porta-voz do Hamas Sami Abu Zuhri à agência de notícias Reuters.

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Mais de mil palestinos, a maioria civis, e 42 israelenses, dois civis, foram mortos desde o início da ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza.

Cerca de 5.870 palestinos ficaram feridos em 19 dias de conflitos, segundo autoridades de saúde de Gaza.

Rejeição
A trégua original, que acontece desde às 8h deste sábado (hora local, 1h no horário de Brasília) terminou às 20h (14h, horário de Brasília).

Durante o dia, milhares de palestinos puderam voltar a suas casas para recolher pertences e buscar suprimentos. Para muitos, um cenário desolador.

"As Forças de Defesa israelenses (IDF, na sigla em inglês) mantêm a pausa humanitária, durante a qual as ações para neutralizar os túneis do Hamas continuarão", disse um alto oficial israelense à BBC. Até agora 31 túneis foram descobertos e metade destruídos.

No entanto, o porta-voz do Hamas Ehab el-Hussein disse à BBC que a extensão inicial de quatro horas foi rejeitada pelo grupo por diversas razões.

Ele afirmou que o Hamas pede para um fim total dos confrontos com a suspensão do bloqueio israelense à Faixa de Gaza.

El-Hussein também acusou Israel de usar tréguas anteriores para preparar mais ataques e disse que houve violações do cessar-fogo durante o dia. Ele afirmou ainda que a escala da destruição causada pela ofensiva israelense está mais aparente e isso "muda a situação".

A IDF disse à BBC que três morteiros foram disparados de Gaza e atingiram Israel no Conselho Regional de Eshkol logo após as 20h (hora local). As Forças de Defesa também afirmam que três foguetes foram lançados em direção a Israel.

O braço armado do Hamas, as Brigadas Qassam, diz que atirou cinco mísseis de curto alcance e dois mísseis de longo alcance contra o país.

Israel deu início a uma ofensiva militar com o objetivo declarado de impedir que o Hamas continuasse a disparar foguetes desde a Faixa de Gaza.

No dia 18 de julho, o país também entrou em Gaza por terra, dizendo que a operação era necessária para destruir túneis cavados por militantes do Hamas para infiltrar Israel.

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