De acordo com a Acnur, 100 mil deixaram a zona de conflito e foram para outras regiões enquanto 130 mil entraram na Rússia

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) anunciou nesta sexta-feira (25) que ao menos 230 mil pessoas abandonaram suas casas no leste da Ucrânia por causa da crescente tensão entre o país e separatistas pró-Rússia na região.

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Corpos de vítimas do voo MH17 da Malaysia Airlines, abatido no leste da Ucrânia (21/07)
Reuters
Corpos de vítimas do voo MH17 da Malaysia Airlines, abatido no leste da Ucrânia (21/07)

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Segundo o porta-voz da Acnur, Dan McNorton, 100 mil pessoas deixaram a zona de conflito e se deslocaram para outras regiões do próprio país, enquanto 130 mil atravessaram a fronteira e entraram na Rússia.

McNorton informou que, desde o início de junho, o número de moradores de Donetsk e Lugansk, principais cidades dos conflitos, que deixaram suas casas “aumentou fortemente”. A causa, segundo ele, é a “preocupação com a segurança e o medo de serem apanhados em meio aos combates”.

Segundo as autoridades ucranianas, pelo menos 17 civis morreram nas últimas 24 horas por causa dos combates entre militares e os rebeldes pró-russos no Leste do país. Em Donetsk houve 14 mortes e três em Lugansk.

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Com a queda do voo da Malaysia Airlines com 298 pessoas a bordo abatido por um míssil, o número de mortes nos últimos três meses de conflito passou de mil.

Sanções

União Europeia chegou a um acordo preliminar sobre as sanções contra a Rússia, tendo como alvo seu acesso aos mercados europeus de comércio, entre outros.

De acordo com porta-voz da UE, Maja Kocijancic, as propostas foram transmitidas para regulamentação ainda nesta sexta enquanto embaixadores se reunirão na terça para analisar os resultados. Maja explicou que os  28 Estados-membros da UE devem decidir se as medidas serão aprovadas em reunião de cúpula para entrar em vigor.

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Os embaixadores também ordenaram o congelamento de bens e proibição de viagem para um número não revelado de russos e pró-russos da Ucrânia, acusados ​​de minar a soberania da Ucrânia. Os nomes dos afetados pela medida devem ser informados ainda nesta sexta.

*Com AP e Agência Lusa

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