Conflitos mataram 828 palestinos e 35 israelenses. Líder da ala militar da Jihad Islâmica foi morto, de acordo com autoridade

Centenas de palestinos protestaram no leste árabe após as orações muçulmanas do meio-dia nesta sexta-feira (25).

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Indianos muçulmanos seguram cartazes durante protesto contra ataques de Israel em Gaza, em Jammu, Índia
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Indianos muçulmanos seguram cartazes durante protesto contra ataques de Israel em Gaza, em Jammu, Índia


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Em Jerusalém, dezenas de ativistas atiraram pedras e fogos de artifício contra a polícia de Israel, que disparou granadas de efeito moral e canhões de água para dispersar o grupo. Milhares de forças de segurança israelenses haviam sido implantadas contra possíveis protestos palestinos.

Na noite anterior, milhares de palestinos que protestavam contra a ofensiva em Gaza entraram em confronto com forças de segurança israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental em um dos maiores protestos no território em anos. Um palestino foi morto e dezenas ficaram feridos, de acordo com autoridades médicas palestinas.

Em Gaza, o número de palestinos mortos chegou a 828, depois de 115 terem sido mortos na quinta em um dos dias mais mortais da luta, disse Ashraf al-Kidra, um oficial de saúde palestino. Mais de 5.200 palestinos foram feridos desde o dia 8 de julho, disse ele. Durante o mesmo período, 35 israelenses, entre eles 33 soldados e um trabalhador tailandês, foram mortos. Incluído na contagem está um reservista israelense morto nesta sexta, disse o Exército.

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No início desta sexta, aviões israelenses atingiram 30 casas em toda a Faixa de Gaza, incluindo a casa de Salah Hassanein, líder da ala militar da Jihad Islâmica, o segundo maior grupo militante em Gaza depois do Hamas. Hassanein e dois de seus filhos foram mortos no ataque aéreo, disse o porta-voz da polícia de Gaza, Ayman al-Batniji e Kidra. O Exército israelense confirmou o ataque.

Ao longo das últimas duas semanas, aviões israelenses atingiram repetidamente casas de líderes do Hamas e da Jihad Islâmica. A maioria tinha ido se esconder, mas os ataques mataram um líder de um esquadrão de foguetes da Jihad Islâmica, um comandante do Hamas e um filho do líder do Hamas Khalil al-Haya, de acordo com os militares israelenses.

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Os ataques também custaram a vida de um grande número de civis. Um grupo de direitos humanos em Gaza disse nesta semana que cerca de 500 casas foram danificadas ou destruídas em bombardeios e que mais de 320 foram mortos em suas casas como resultado de ataques militares.

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Novos ataques

Uma aeronave israelense atingiu 30 casas na Faixa de Gaza nesta sexta matando um líder do grupo militante Jihad Islâmica e dois de seus filhos, enquanto Gabinete de Segurança de Israel decide se vai ou não expandir sua operação ou considerar ideias de cessar-fogo. Tropas terrestres israelenses e atiradores do Hamas travaram batalhas intensas no norte e centro do território, de acordo com autoridades palestinas.

O Exército israelense afirma ter atingido 45 locais em Gaza, incluindo o que ele diz ter sido um posto de comando militar do Hamas enquanto militantes de Gaza continuaram a disparar dezenas de foguetes contra Israel - um deles atingiu uma casa vazia.

No 18º dia dos conflitos, o Gabinete de Segurança de Israel diz que vai analisar propostas internacionais de cessar-fogo ainda nesta sexta, de acordo com funcionário da Defesa israelense. Ele falou sob condição de anonimato porque as deliberações ocorrem a portas fechadas.

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Um dos planos pede trégua humanitária de cinco dias durante o qual Israel e o Hamas deverão negociar novos acordos sobre as fronteiras que bloqueiam Gaza, disse Hana Amireh, um alto funcionário da Organização pela Libertação da Palestina na Cisjordânia, que está envolvido nos esforços de trégua.

O Hamas diz que não haverá trégua sem garantias internacionais de que o Egito e Israel vão abrir postos de fronteira da Faixa de Gaza e acabar com seus sete anos de bloqueio. Israel e Egito estão relutantes em aliviar o bloqueio, temendo que isso permita que o Hamas acerre seu controle sobre Gaza.

O porta-voz do governo israelense, Mark Regev, disse que o chefe do Hamas, Khaled Mashaal, "coloca tantos pré-requisitos para o cessar-fogo que tornará a trégua impossível."

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A imprensa israelense informou que o Exército do país quer mais tempo para continuar a destruir locais utilizados para disparos de foguetes e túneis que vão de Gaza para Israel. O Hamas tem utilizado esses canais para realizar ataques. Os militares dizem ter encontrado 31 túneis, mas apenas cerca de um terço foi destruído até agora.

Companhias aéreas

As duas maiores companhias aéreas da Alemanha não retomaram os voos para Israel após a Agência Europeia de Segurança da Aviação levantar recomendação para que as companhias aéreas não voem para Tel Aviv.

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Segundo a Air Berlin, os voos para Tel Aviv permanecerão suspensos pelo menos até o meio-dia desta sexta, enquanto a Lufthansa diz que todos os voos para o aeroporto foram cancelados por causa da preocupação com a segurança depois de um foguete lançado por Gaza ter chegado a cerca de um quilômetro de distância do aeroporto internacional de Israel.

O cancelamentos da Lufthansa se aplica às filiais Germanwings, Lufthansa, Swiss e Brussels Airlines.

*Com AP

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