Para especialistas da Holanda, caixas-pretas do voo MH17 não foram adulteradas

Por iG São Paulo |

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Após análise, investigadores dizem que dados do Boeing foram baixados com sucesso; corpos chegaram ao país na quarta (23)

Investigadores que analisam o caso da queda do avião da Malaysia Airlines não encontraram evidências de que nenhuma das duas caixas-pretas foi adulterada, disse o conselho de segurança holandês, que coordena as investigações.

Mais cedo: Não recebemos míssil responsável por queda do voo, diz líder separatista

Reuters
Parente de uma das vítimas do voo MH17 chora ao lado do prefeito Pieter Broertjes em Hilversum, Holanda (23/07)


Ontem: Aviões com corpos das vítimas do voo MH17 chegam na Holanda; país decreta luto

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (24), o conselho disse que os dados do Boeing 777 que fazia o voo MH17 foram baixados com sucesso pelos investigadores. A outra caixa, que continha as gravações de voz da aeronave, foram lidas um dia antes.

Líderes mundiais expressaram preocupação com relação às caixas-pretas, que contêm informações vitais para indicar as causas da queda do avião, alegando que poderiam ter sido manipuladas por rebeldes apoiados pela Rússia que controlam o território onde o avião caiu na semana passada após ser abatido.

Homenagem

Sinos dobraram e bandeiras foram hasteadas a meio mastro na Holanda na quarta (23) em um dia de luto misturado com raiva antes da chegada dos primeiros corpos das vítimas da queda de um avião da Malaysia Airlines na Ucrânia na semana passada, em um voo que partira de Amsterdã.

Atirador protege área onde caiu Boeing 777 da Malaysian Airlines (24/7). Foto: ReutersGuardas de honra levam caixão de uma das vítimas do voo malaio abatido na Ucrânia no aeroporto de Kharkiv (23/7). Foto: ReutersRebeldes fazem guarda enquanto monitores da Osce checam destroços do voo abatido na Ucrânia (22/7). Foto: ReutersEquipes resgatam corpos em meio aos escombros de avião que caiu na Ucrânia (21/7). Foto: APPeter Van Vilet, líder da equipe holandesa de investigações forenses, sai de vagão após inspecionar trem refrigerado na Ucrânia (21/7). Foto: APLíder separatista Aleksander Borodai, ao centro, entrega caixas-pretas do voo MH17a Mohamed Sakri (D.), da Malásia (21/7). Foto: Maxim Zmeyev/Reuters/NewscomBoa parte das cidades da Holanda tiveram o sábado (19) marcado por homenagens aos 193 cidadãos mortos em queda de avião na Ucrânia (19/7). Foto: AP PhotoReprodução de vídeo divulgada por Kiev nesta sexta (18/7) supostamente mostra caminhão carregando lançador de míssil Buk usado para abater avião malaio. Foto: ReproduçãoA malaia Siti Dina chora após ver o nome da filha na lista de passageiros a bordo do voo MH17 da Malaysia Airlines em aeroporto de Sepang, Malásia (18/07). Foto: ReutersHomem (azul) cuja família estava a bordo do voo MH17 consola outro que tinha acabado de chegar com a esposa para confirmar mortes (18/07). Foto: ReutersMulher reage a notícias sobre a queda de avião da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia no aeroporto internacional de Kuala Lumpur em Sepang, Malásia (18/07). Foto: APParentes de passageiros a bordo do voo malaio que caiu na Ucrânia chegam a ao aeroporto internacional de Kuala Lumpur, Malásia (18/07). Foto: ReutersReação de uma mulher em frente a embaixada holandesa em Moscou, Rússia (18/07). Foto: Reuters'Nós sentimos muito, muito, muito. É uma vergonha terrível', diz mensagem deixada em frente a embaixada da Holanda em Moscou, Rússia (18/07). Foto: ReutersGaroto deixa flores em frente a embaixada da Holanda em Moscou, Rússia (18/07). Foto: ReutersMembros do Ministério de Emergência ucraniano procuram corpos perto do local onde avião malaio caiu na Ucrânia (18/07). Foto: ReutersTapete cobre corpo de passageiro do voo malaio que caiu em vila perto de Donetsk, Ucrânia (18/07). Foto: ReutersFlores sobre pertences pessoais de passageiros do voo malaio abatido perto de Donetsk, Ucrânia (18/07). Foto: ReutersPertences pessoais de passageiros do voo malaio abatido perto de Donetsk, Ucrânia (18/07). Foto: ReutersMulher afirma que parente estava no avião da Malaysia Airlines e se emociona(17/07). Foto: ReutersDestroços de avião da Malásia e corpos são encontrados no leste da Ucrânia (17/07). Foto: ReutersDestroços de avião da Malásia e corpos são encontrados no leste da Ucrânia (17/07). Foto: ReutersSegundo uma autoridade da Ucrânia, a aeronave teria sido abatida por um míssil lançado por militantes pró-Rússia (17/07). Foto: Reprodução TwitterSegundo uma autoridade da Ucrânia, a aeronave teria sido abatida por um míssil lançado por militantes pró-Rússia (17/07). Foto: Reprodução TwitterSegundo uma autoridade da Ucrânia, a aeronave teria sido abatida por um míssil lançado por militantes pró-Rússia (17/07). Foto: ReproduçãoBoeing com 295 passageiros voava de Amsterdã para Kuala Lumpur (17/07). Foto: ReutersAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa (17/07). Foto: Reprodução TwitterBoeing com 295 passageiros voava de Amsterdã para Kuala Lumpur (17/07). Foto: ReutersVídeo feito após queda do avião da Malásia que caiu na Ucrânia (17/07) . Foto: Reprodução TwitterAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa (17/07). Foto: ReproduçãoAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa (17/07). Foto: Reprodução/TwitterAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa
. Foto: ReutersAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa
. Foto: Reprodução/TwitterAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa
. Foto: ReutersVisão geral mostra o local onde um Boeing 777 da Malaysia Airlines caiu em Grabovo, na região de Donetsk, Ucrânia. Foto: Reuters

Traslado: Corpos das vítimas do voo MH 17 partem da Ucrânia para a Holanda

Aviões levando a maioria dos corpos das vítimas aterrissaram nesta quarta em um aeroporto da cidade holandesa de Eindhoven, onde eram aguardados por parentes e autoridades locais e estrangeiras.

O primeiro-ministro Mark Rutte decretou o primeiro Dia Nacional do Luto desde a morte da rainha Guilhermina em 1962, em memória às 298 pessoas mortas quando o voo MH17 caiu em uma área no leste da Ucrânia controlada por rebeldes separatistas russos.

Em meio a acusações dos Estados Unidos de que os rebeldes abateram o avião por engano, utilizando um míssil fornecido pelos russos, uma pesquisa de opinião mostrou que uma esmagadora maioria dos holandeses quer a imposição de sanções econômicas contra Moscou, mesmo que isso prejudique sua própria economia.

Terça: Corpos de vítimas do voo MH17 chegam em área controlada por Kiev

Os moinhos de vento no país vão lembrar o luto e sinos de igrejas vão soar pouco antes dos primeiros aviões militares de transporte que carregam os restos mortais chegarem ao país, vindos de Kharkiv, no leste da Ucrânia. Duas aeronaves militares, um Hércules holandês e um Boeing C-17 australiano, carregam 40 caixões de madeira.

Como 193 dos 298 mortos são da Holanda, o ministro de Relações Exteriores, Frans Timmermans, disse que quase todas as famílias no país de 15 milhões de habitantes conheciam alguém que morreu ou seus parentes, contribuindo para uma comoção nacional de choque e luto.

“Pensem em todas as pessoas que estava viajando de férias, todos os jovens que haviam acabado suas provas finais na escola”, disse Jikkie van der Giessen, de Amsterdã.

Terça: Líder rebelde entrega caixas-pretas de avião a especialistas da Malásia

“Eles estavam olhando para o futuro e então foram abatidos. Seja um acidente ou de propósito, esse fato é horrível”, disse ela.

Embora muitos passageiros no voo para Kuala Lumpur fossem turistas, pelo menos seis eram especialistas em Aids que iriam para uma conferência em Melbourne, Austrália.

*Com AP e Reuters

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