Não recebemos míssil responsável por queda do voo MH17, diz líder separatista

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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'Não havia Buks na área', diz Alexander Borodai, líder dos pró-russos em Donetsk; declaração contradiz a de outro insurgente

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O líder rebelde pró-Rússia Alexander Borodai, autoproclamado primeiro-ministro da República Popular de Donetsk (RPD), no leste da Ucrânia, afirmou em entrevista exclusiva à BBC que suas forças não têm os mísseis Buk, que teriam derrubado o voo MH17, da Malaysia Airlines, na semana passada.

Ontem: Aviões com corpos das vítimas do voo MH17 chegam na Holanda; país decreta luto

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Borodai afirmou que evidências de que rebeldes têm mísseis que derrubaram avião são 'falsas'


Traslado: Corpos das vítimas do voo MH 17 partem da Ucrânia para a Holanda

Borodai chamou de "falsas" as evidências em contrário. Em outra entrevista, um comandante militar rebelde afirmou que os combatentes pró-Rússia tinham o armamento.

Todas as 298 pessoas a bordo do voo MH17 morreram na queda do avião, supostamente atingido por um míssil Buk no leste da Ucrânia no dia 17 de julho.

Os rebeldes pró-Russia do leste da Ucrânia vêm sendo apontados como responsáveis pelo incidente. Autoridades ucranianas também acusam os rebeldes de derrubar dois aviões militares no dia anterior.

A Holanda, país da maioria das vítimas, recebeu os primeiros corpos repatriados na quarta-feira. Mais corpos são esperados para esta quinta-feira.

Investigadores britânicos devem começar a analisar, a pedido das autoridades holandesas, o conteúdo das caixas-pretas do avião da Malaysia Airilines.

Atirador protege área onde caiu Boeing 777 da Malaysian Airlines (24/7). Foto: ReutersGuardas de honra levam caixão de uma das vítimas do voo malaio abatido na Ucrânia no aeroporto de Kharkiv (23/7). Foto: ReutersRebeldes fazem guarda enquanto monitores da Osce checam destroços do voo abatido na Ucrânia (22/7). Foto: ReutersEquipes resgatam corpos em meio aos escombros de avião que caiu na Ucrânia (21/7). Foto: APPeter Van Vilet, líder da equipe holandesa de investigações forenses, sai de vagão após inspecionar trem refrigerado na Ucrânia (21/7). Foto: APLíder separatista Aleksander Borodai, ao centro, entrega caixas-pretas do voo MH17a Mohamed Sakri (D.), da Malásia (21/7). Foto: Maxim Zmeyev/Reuters/NewscomBoa parte das cidades da Holanda tiveram o sábado (19) marcado por homenagens aos 193 cidadãos mortos em queda de avião na Ucrânia (19/7). Foto: AP PhotoReprodução de vídeo divulgada por Kiev nesta sexta (18/7) supostamente mostra caminhão carregando lançador de míssil Buk usado para abater avião malaio. Foto: ReproduçãoA malaia Siti Dina chora após ver o nome da filha na lista de passageiros a bordo do voo MH17 da Malaysia Airlines em aeroporto de Sepang, Malásia (18/07). Foto: ReutersHomem (azul) cuja família estava a bordo do voo MH17 consola outro que tinha acabado de chegar com a esposa para confirmar mortes (18/07). Foto: ReutersMulher reage a notícias sobre a queda de avião da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia no aeroporto internacional de Kuala Lumpur em Sepang, Malásia (18/07). Foto: APParentes de passageiros a bordo do voo malaio que caiu na Ucrânia chegam a ao aeroporto internacional de Kuala Lumpur, Malásia (18/07). Foto: ReutersReação de uma mulher em frente a embaixada holandesa em Moscou, Rússia (18/07). Foto: Reuters'Nós sentimos muito, muito, muito. É uma vergonha terrível', diz mensagem deixada em frente a embaixada da Holanda em Moscou, Rússia (18/07). Foto: ReutersGaroto deixa flores em frente a embaixada da Holanda em Moscou, Rússia (18/07). Foto: ReutersMembros do Ministério de Emergência ucraniano procuram corpos perto do local onde avião malaio caiu na Ucrânia (18/07). Foto: ReutersTapete cobre corpo de passageiro do voo malaio que caiu em vila perto de Donetsk, Ucrânia (18/07). Foto: ReutersFlores sobre pertences pessoais de passageiros do voo malaio abatido perto de Donetsk, Ucrânia (18/07). Foto: ReutersPertences pessoais de passageiros do voo malaio abatido perto de Donetsk, Ucrânia (18/07). Foto: ReutersMulher afirma que parente estava no avião da Malaysia Airlines e se emociona(17/07). Foto: ReutersDestroços de avião da Malásia e corpos são encontrados no leste da Ucrânia (17/07). Foto: ReutersDestroços de avião da Malásia e corpos são encontrados no leste da Ucrânia (17/07). Foto: ReutersSegundo uma autoridade da Ucrânia, a aeronave teria sido abatida por um míssil lançado por militantes pró-Rússia (17/07). Foto: Reprodução TwitterSegundo uma autoridade da Ucrânia, a aeronave teria sido abatida por um míssil lançado por militantes pró-Rússia (17/07). Foto: Reprodução TwitterSegundo uma autoridade da Ucrânia, a aeronave teria sido abatida por um míssil lançado por militantes pró-Rússia (17/07). Foto: ReproduçãoBoeing com 295 passageiros voava de Amsterdã para Kuala Lumpur (17/07). Foto: ReutersAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa (17/07). Foto: Reprodução TwitterBoeing com 295 passageiros voava de Amsterdã para Kuala Lumpur (17/07). Foto: ReutersVídeo feito após queda do avião da Malásia que caiu na Ucrânia (17/07) . Foto: Reprodução TwitterAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa (17/07). Foto: ReproduçãoAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa (17/07). Foto: Reprodução/TwitterAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa
. Foto: ReutersAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa
. Foto: Reprodução/TwitterAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa
. Foto: ReutersVisão geral mostra o local onde um Boeing 777 da Malaysia Airlines caiu em Grabovo, na região de Donetsk, Ucrânia. Foto: Reuters

Terça: Corpos de vítimas do voo MH17 chegam em área controlada por Kiev

Segundo fontes do governo britânico, há indícios de que as pistas foram alteradas no local da queda do avião. Isso teria incluído a mudança de corpos de lugar e a inclusão de partes de outros aviões em meio aos destroços.

A Agência Holandesa de Segurança, que coordena as investigações, diz que apesar dos danos às caixas-pretas, não há evidência de que o gravador de diálogos a bordo tenha sido alterado.

"Filme de terror"

Durante a entrevista ao correspondente da BBC Gabriel Gatehouse, em Donetsk, Borodai rejeitou as acusações de que seus homens tivessem negligenciado os corpos.

Terça: Líder rebelde entrega caixas-pretas de avião a especialistas da Malásia

Segundo ele, os observadores internacionais pediram que os corpos fossem deixados para os especialistas. "Esperamos um dia. Esperamos um segundo dia, um terceiro dia...bom, não podíamos deixar os corpos por muito mais tempo, com um calor de 30 graus, seria absurdo. É simplesmente desumano. É uma cena de filme de terror", disse.

Um porta-voz dos observadores, Michael Bociurkiw, negou o relato de Borodai. "Isso não é consistente com nosso mandato, dizer para as pessoas o que fazer. Estamos aqui para monitorar, observar e reportar", afirmou.

Borodai também negou categoricamente a presença do sistema de mísseis SA-11 Buk, de fabricação russia, na região da queda do avião. Fontes de inteligência ocidentais dizem que esse armamento foi usado para derrubar o avião.

"Não, não recebemos um Buk. Não havia Buks na área", disse ele.

Obama: Rússia tem responsabilidade sobre rebeldes na área onde avião malaio caiu

O líder rebelde de Donetsk inicialmente negou conhecimento de imagens que supostamente mostrariam a presença de um lançador de mísseis Buk na cidade de Snezhnoe, na região. Depois, disse que as fotografias eram falsas.

Os comentários de Borodai foram feitos no mesmo dia em que Alexander Khodakovsky, comandante do batalhão rebelde de Vostok, disse ter conhecimento de que um lançador de mísseis Buk havia sido enviado da região vizinha de Luhansk para Snezhnoe.

Investigação: Especialistas holandeses analisam corpos do voo da Malásia

"Eu sei sobre esse Buk. Ouvi falar disso. Acho que eles (os rebeldes locais) mandaram de volta... Provavelmente mandaram de volta para eliminar a prova de sua presença", disse Khodakovsky em entrevista à agência de notícias Reuters.

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