Ibrahim Boubacar Keita disse que partes do avião da Air Algerie foram localizadas em deserto do Mali; França ajuda nas buscas

O presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, disse nesta quinta-feira (24) que os destroços de um avião da espanhola Swiftair operado pela Air Algerie foram localizados no deserto ao norte de seu país.

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Segundo o presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, destroços foram encontrados no deserto ao norte do país
Reprodução/Youtube
Segundo o presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, destroços foram encontrados no deserto ao norte do país


A procura de pistas: França inicia buscas por destroços do avião da Argélia no Mali

"Acabo de ser informado que os destroços foram encontrados entre Aguelhoc e Kidal", afirmou Keita durante uma reunião de líderes políticos, religiosos e da sociedade civil em Bamako. Ele não deu mais detalhes.

Para as buscas, a França implantou caças em busca dos destroços do MD-83, que desapareceu menos de uma hora após decolar de Ouagadougou, capital do Burkina Fasso. O avião, com 110 passageiros e 6 tripulantes a bordo, seguia de Ugadugu, em Burkina Fasso, no oeste da África, para a capital da Argélia, Argel.

Em comunicado , o presidente francês François Hollande disse que o avião mudou trajeto de voo por causa das "condições meteorológicas particularmente difíceis" e acrescentou que "todos os meios militares que temos no Mali" estão sendo ativados para as buscas. O voo AH5017 da Air Algerie era operado pela companhia aérea espanhola Swiftair, proprietária do avião. 

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A França tem meios militares consideráveis ​​em Mali devido sua intervenção no país em janeiro de 2013 para derrotar extremistas islâmicos que controlavam o norte do país. A missão de paz da ONU no Mali, conhecida como Minusma, também estava ajudando nas buscas, disse o vice-porta-voz da ONU, Farhan Haq.

Antes de desaparecer, os pilotos enviaram uma mensagem final para pedir ao controle aéreo do Níger para mudar sua rota por causa de fortes chuvas na região, disse o ministro dos Transportes de Burkina Fasso, Jean Bertin Ouedraogo.

Um morador que vive em uma aldeia no Mali a cerca de 80 quilômetros a sudeste da cidade de Gossi afirma ter visto um avião caindo na madrugada desta quinta, de acordo com o general Gilbert Diendere, que dirige comitê de crise criado em Burkina Fasso.

"Achamos que é uma fonte confiável, pois corresponde com as últimas imagens de radar emitidas pelo avião antes de ele perder contato com controladores aéreos", explicou Diendere. As imagens de radar mostram que o avião desviou da sua rota, de acordo com Diendere.

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Gossi fica a cerca de 200 quilômetros ao sudoeste de Gao. Os vastos desertos e montanhas do norte do Mali têm sido palco de disputas por separatistas tuaregues e radicais islâmicos.

Aviação mundial

O desaparecimento do avião da Air Algerie aconteceu em meio a uma série de desastres aéreos mundiais. Voos em todo o mundo têm estado alertas depois que avião da Malaysia Airlines desapareceu de Kuala Lampur, Malásia, a Pequim em março. As equipes de buscas não encontraram uma única peça de destroços do Boeing que transportava 239 pessoas a bordo.

Na semana passada, voo da mesma companhia aérea, a Malaysia Airlines, foi derrubado por um míssil terra-ar enquanto sobrevoava área devastada por conflitos entre separatistas e o governo na Ucrânia.

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Esta semana, companhias aéreas norte-americanas e europeias cancelaram seus voos para Tel Aviv depois de um foguete cair perto do aeroporto da cidade israelense. Finalmente, na quarta-feira, um avião de Taiwan caiu em meio a tempestade e matou 48.

É fácil ver o motivo por trás da preocupação dos aviadores, mas o transporte aéreo é relativamente seguro. Houve duas mortes para cada 100 milhões de passageiros em voos comerciais na última década, excluindo atos terroristas. Os viajantes estão muito mais propensos a morrer dirigindo para o aeroporto do que após entrar em um avião.

Entre os passageiros estão 51 franceses, 27 cidadãos de Burkina Fasso, oito libaneses, seis argelinos, cinco canadenses, quatro alemães, dois cidadãos de Luxemburgo, um suíço, um belgo, um egípcio, um ucraniano, um nigeriano, um camaronês e um maliano, de acordo com Ouedraogo. Os seis membros da tripulação são espanhois, de acordo com o sindicato dos pilotos espanhóis.

*Com AP e Reuters

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