O voo AH5017 estava sendo operado pela companhia aérea espanhola Swiftair e desapareceu dos radares no norte do país

Um voo da Air Algerie com ao menos 116 pessoas a bordo que desapareceu dos radares na madrugada desta quinta-feira (24) pode ter caído em Mali, de acordo com operador de voo.

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Homens são vistos na entrada da sede da companhia aérea privada espanhola Swiftair, perto de Madri
Reuters
Homens são vistos na entrada da sede da companhia aérea privada espanhola Swiftair, perto de Madri


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Por meio do Twitter, a Air Algerie disse que o avião aparentemente caiu na área de Tilemsi, cerca de 70 quilômetros da cidade de Gao. O voo AH5017 perdeu o contato com o radar 50 minutos após decolar de Ouagadougou, Burkina Fasso. 

Segundo a companhia aérea, entre as pessoas a bordo estavam 50 franceses, 24 pessoas de Burkina Faso, oito libaneses, seis argelinos, cinco canadenses, quatro alemães, duas pessoas de Luxemburgo, um de Mali, um camaronês, um belga, um ucraniano, um romeno e um suíço.

"Os serviços de navegação aérea perderam contato com o avião que assegurava a ligação entre Ouagadougou e Argel, 50 minutos depois da descolagem", disse mensagem emitida pela empresa.

O contato com o voo da Air Algerie foi perdido ao longo do Saara, uma vez que cruzou Mali com mau tempo, disseram autoridades. O chanceler francês Laurent Fabius disse que o avião "provavelmente caiu".

De acordo a página da companhia na internet, a empresa oferece quatro voos semanais para a capital de Burkina Faso. A aeronave, um McDonnell Douglas MD-83, decolou a 1h17 do horário local (22h17 horário de Brasília) e deveria ter chegado à Argélia as 5h10 (1h10 em Brasília). A trajetória de voo não foi divulgada.

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O voo estava sendo operado pela companhia aérea espanhola Swiftair e de acordo com sindicato dos pilotos espanhóis, o avião também foi operado por tripulação espanhola. A Swiftair disse que o avião deixou Burkina Fasso com 110 passageiros e seis tripulantes.

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Mali

O norte do Mali vive momento de agitação política. O país africano estava sob o controle dos separatistas de etnia tuaregues quando foi tomado por extremistas islâmicos da Al-Qaeda ligados a golpe militar em 2012.

Uma intervenção liderada pelos franceses no ano passado espalhou os extremistas, mas os tuaregues têm os empurrado de volta contra as autoridades do governo em Bamako. Autoridade francesa disse parecer improvável que os combatentes no Mali tivessem algum tipo de armamento que pudesse derrubar um avião.

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Um funcionário não autorizado a falar com a imprensa afirmou, sob condição de anonimato, que os militantes possuem armas de ombro, mas não potentes o suficiente para abater uma aeronave de passageiros.

A aviação mundial enfrenta um ano de grandes tragédias. Na semana passada, um avião da Malaysia Airlines com 298 passageiros foi atingido por um míssil no Leste da Ucrânia.

Os primeiros corpos recuperados chegaram na quarta (23) à Holanda, país com o maior número de vítimas. Também na quarta-feira, um avião da TransAsia teve de fazer um pouso forçado em Taiwan e deixou 48 mortos. Além disso, outro avião da Malaysia Airlines com 239 pessoas a bordo, continua desaparecido desde março.

*Com informações da Agência Lusa, AP, CNN e BBC

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