Atiradores expulsam investigadores do local onde caiu avião na  Ucrânia

Por Reuters |

compartilhe

Tamanho do texto

Chefe da polícia holandesa, responsável pelo inquérito sobre a tragédia, chamou de "lunáticos" os que impedem trabalhos

Reuters

Atiradores expulsaram investigadores do local da queda do avião da Malaysia Airlines e “lunáticos”, como classificaram, ainda tornam a vida difícil para aqueles que querem descobrir o que derrubou o voo MH17, disseram autoridades nesta quinta-feira (24).

Leia mais:
Avião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa
Obama: evidências indicam que míssil de área pró-Rússia abateu avião da Malásia

Enquanto os ministros das Relações Exteriores da Austrália e da Holanda se reuniam com autoridades ucranianas para coordenar a investigação, o chefe do Serviço de Situações de Emergência da Ucrânia e o líder de uma missão da polícia holandesa afirmaram que seu trabalho no local está sendo dificultado.

A Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), entretanto, afirmou não ter ocorrido incidentes e que receberam especialistas da Malásia e da Austrália, que perdeu 28 cidadãos no acidente.

Reuters
Atirador protege área onde caiu Boeing 777 da Malaysian Airlines, na semana passada

O Ocidente pediu uma investigação meticulosa sobre a queda do voo MH17 no leste da Ucrânia para fazer justiça à vida das 298 vítimas fatais, mas expressou o temor de que os rebeldes estejam impedindo que façam seu trabalho.

“Eles levaram as barracas que estavam na nossa base”, declarou Serhiy Bochkovsky, chefe dos serviço de emergências, em uma coletiva de imprensa na cidade de Kharkiv, no leste ucraniano, de onde os restos mortais das vítimas estão sendo enviados para casa. “Só nos permitiram ficar com nosso equipamento e maquináreis, e fomos expulsos sob a mira das armas”.

O chefe da missão da polícia holandesa na Ucrânia, Jane Tuinder, também afirmou estar sendo difícil ter acesso ao local para buscar mais restos das vítimas, a maioria holandesa. “Mas o processo não terminou. Ainda há restos em seu país e é muito duro chegar lá, porque há alguns, e não é politicamente correto dizê-lo, mas ainda há alguns lunáticos por lá”, declarou ele.

A Holanda assumiu formalmente a condução do inquérito sobre a queda nesta quinta-feira (24), depois que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou por unanimidade uma resolução criticando a derrubada do avião e exigindo que os grupos armados permitam “acesso seguro, completo e irrestrito” ao cenário da tragédia.

Colocar os holandeses a cargo da investigação criminal foi uma maneira de contornar a oposição da Rússia à resolução da ONU caso Kiev liderasse os trabalhos, disse a ministra das Relações Exteriores da Austrália, Julie Bishop.

Leia tudo sobre: aviãomalaysian airlinesvoo MH17ucrâniarússiaosce

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas