Bandeiras das nações afetadas pelo desastre foram hasteadas a meio mastro; família real e premiê holandês receberam caixões

A Holanda recebeu os primeiros corpos das vitimas do voo MH17 da Malaysia Airlines abatido na Ucrânia com uma cerimônia solene na base área de Eindhoven, nesta quarta-feira (23).

Luto: Aviões com corpos das vítimas do voo MH17 chegam na Holanda

Rei Willem-Alexander, à esq., a rainha Maxima e o premiê Mark Rutte, à dir., participam de cerimônia nacional em aeroporto de Eindhoven, Holanda
Reuters
Rei Willem-Alexander, à esq., a rainha Maxima e o premiê Mark Rutte, à dir., participam de cerimônia nacional em aeroporto de Eindhoven, Holanda


Mais cedo: Corpos das vítimas do voo MH 17 partem da Ucrânia para a Holanda

Os holandeses vivem dia de luto nacional pelas 298 vítimas, a maioria delas da Holanda. Separatistas ucranianos pró-Rússia têm sido acusados de terem abatido o avião.

Enquanto isso, fontes do governo do Reino Unido disseram que rebeldes adulteraram deliberadamente as evidências sobre o incidente, movendo corpos e colocando peças de outros aviões nos escombros. Autoridades de inteligência dos EUA já haviam anunciado que há evidências do envolvimento dos separatistas na queda do voo MH17.

Dois aviões militares - um holandês e outro australiano - que transportavam os primeiros 40 caixões - pousou na base aérea de Eindhoven na tarde desta quarta. Eles foram recebidos por membros da família real holandesa, o primeiro-ministro Mark Rutte e centenas de parentes das vítimas.

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Igrejas em toda a Holanda tocaram seus sinos por cinco minutos antes de os aviões pousaram e as bandeiras de todas as nações afetadas pelo desastre foram hasteadas a meio mastro. Houve também um minuto de silêncio.

Os caixões foram lentamente carregados para uma frota de carros funerários que os esperavam e depois se afastaram em carreatas. Todos os corpos estão sendo levados para o quartel Korporaal van Oudheusden, no sul ​​da cidade de Hilversum, para identificação, um processo que pode levar meses. Mais cedo, os caixões foram carregados em aviões por guardas militares de honra no aeroporto de Kharkiv, na Ucrânia oriental.

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Investigações

O atraso na recuperação dos corpos têm provocado a ira internacional. No entanto, o líder separatista Alexander Borodai disse à BBC Newsnight que os observadores internacionais da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) pediram para que os corpos fossem deixados no local para serem recolhidos por especialistas.

“Então, esperamos o primeiro dia. Depois, o segundo. Um terceiro dia. E nem um único especialista apareceu. Deixar os corpos no local, enfrentando altas temperaturas, é um absurdo. É simplesmente desumano.Uma cena de filme de terror”, disse ele.

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Rebeldes também foram acusados ​​de exagerar no número de corpos transportados do local do acidente até a cidade de Kharkiv na terça. Eles afirmaram que 282 corpos deixaram a cidade, mas especialistas disseram que apenas 200 foram verificados.

Ucrânia

Enquanto os confrontos continuaram no leste da Ucrânia nesta quarta, autoridades de Kiev disseram à BBC que duas aeronaves, possivelmente jatos militares, foram abatidos a apenas 35 km do local do acidente. O porta-voz do Ministério da Defesa, Oleksiy Dmitrashkovsky, disse que os aviões podem ter sido transportar até dois tripulantes cada. Os pilotos conseguiram se ejetar, de acordo com o escritório. Não há informações sobre o estado de saúde deles.

Um sistema de defesa aéreo abateu os jatos após os pilotos completaram uma tarefa perto de Dmytrivka, segundo informou assessoria de imprensa militar. A derrubada dos jatos aconteceu seis dias após o incidente fatal com voo MH17 da Malaysia Airlines, abatido no leste da Ucrânia com 298 pessoas a bordo. Todos morreram.

Caixas-pretas

A Grã-Bretanha informou nesta quarta ter recebido as duas caixas-pretas com gravações de dados do voo MH17.

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"Nós podemos confirmar que as duas caixas-pretas do MH17 foram entregues pelo conselho se segurança holandês para o órgão de investigação de acidentes aéreos em Farnborough para a extração dos dados", disse um comunicado do Departamento de Transporte.

Um porta-voz do departamento afirmou que iria levar 24 horas para extrair as informações gravadas em cada caixa-preta, mas não sabia se os dados de cada uma delas poderiam ser baixados simultaneamente. Os dados serão depois enviados para investigadores internacionais que farão a análise.

*Com BBC, Reuters e AP

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