Contrabando de petróleo financia o Estado Islâmico no Iraque, diz autoridade

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Segundo chefe do comitê de energia do conselho provincial de Mosul, milícia obtém lucros milionários com negócio ilegal

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Militantes do grupo Estado Islâmico, antes conhecido como Estado Islâmico do Iraque e do Levante,  tomaram quatro pequenos campos de petróleo em uma ofensiva no norte do Iraque no mês passado, e agora estão vendendo petróleo bruto e gasolina para ajudá-los a financiar seu recém-declarado califado.

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Soldado iraquiano perto de corpo de um membro do Estado Islâmico que morreu durante confrontos com forças iraquianas em Tikrit, Iraque (19/07)


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Perto da cidade de Mosul, norte do país, o Estado Islâmico assumiu o controle dos campos de Najma e Qayara, ao passo que mais ao sul, próximo a Tikrit, foram tomados os campos de Himreen e Ajil, na ofensiva de meados de junho.

Os campos nas mãos do Estado Islâmico são modestos se comparados com os poços gigantes do Iraque perto de Kirkuk e de Basra, que estão sob controle curdo e do governo central. A maioria dos poços de petróleo em posse do grupo militante - estimados por uma autoridade curda em cerca de 80 - estão selados, sem funcionamento.

Mas o monopólio sobre o combustível no território capturado dá aos rebeldes uma vantagem sobre outras facções armadas sunitas que poderiam ameaçar sua dominância no norte do Iraque.

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

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Autoridades iraquianas dizem que nas últimas semanas o grupo transportou petróleo de Qayara para ser processado em refinarias móveis na Síria como gasolina de baixa qualidade, e depois a levaram para venda em Mosul, uma cidade com 2 milhões de pessoas.

Embarques maiores de petróleo, alguns vindos de Najma, também são vendidos via contrabandistas para negociadores turcos a preços com substancial desconto, a 25 dólares por barril, disseram eles.

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“Nós confirmamos relatos que mostram que o Estado Islâmico está levando petróleo do campo de Najma, em Mosul, para a Síria, para contrabandeá-lo para um dos vizinhos da Síria”, disse Husham al-Brefkani, chefe do comitê de energia do conselho provincial de Mosul. “O Estado Islâmico está obtendo lucros milionários com esse negócio ilegal.”

Postos de gasolina em Mosul agora estão vendendo combustível fornecido por negociadores que trabalham com o Estado Islâmico, que cobra de 1 a 1,5 dólar por litro de gasolina, dependendo da qualidade - um forte aumento sobre os preços anteriores, segundo o dono de um posto de gasolina da cidade.

“O combustível é trazido da Síria…é o triplo do preço de antes, mas os motoristas têm que comprá-lo porque acabou o subsídio do governo ao combustível”, disse ele.

Brefkani disse que o Estado Islâmico era o único patrocinador das importações da Síria, onde o grupo também controla os campos petrolíferos da província de Deir al-Zor.

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