Dono de balsa naufragada na Coreia do Sul é encontrado morto, segundo a polícia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Exames de DNA comprovaram identificação de Yoo Byung-eun; ele foi achado em um campo e não há evidências de assassinato

A polícia sul-coreana informou nesta terça-feira (22) que o corpo em decomposição encontrado perto de garrafas de bebidas alcoólicas em um campo no mês passado é do empresário procurado pelo desastre com uma balsa em abril. Mais de 300 pessoas morreram na tragédia.

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Reuters
Policiais transportam o corpo de Yoo Byung-un, empresário procurado pelo desastre com uma balsa que deixou mais de 300 mortos em abril na Coreia do Sul


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O corpo foi encontrado em um campo cheio de árvores de damasco no sul da cidade de Suncheon no dia 12 de junho, de acordo com delegado de polícia local Wu Hyung-ho, em coletiva. Ele disse que amostras de DNA e impressões digitais do corpo combinavam com as do procurado Yoo Byung-eun.

Wu disse que o corpo estava em adiantado estado de decomposição quando foi encontrado e um exame mais completo é necessário para descobrir como e quando ele morreu. Investigação inicial mostrou que não há evidência de assassinato, segundo a autoridade.

O morto estava usando um par de sapatos caros e uma luxuosa parca de inverno da marca italiana Loro Piana. Também foram encontrados perto dele três garrafas de bebidas alcoólicas vazias, uma bolsa de pano e uma lupa, disse Wu.

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O Serviço Nacional Forense levou cerca de 40 dias para executar os testes de DNA. A polícia de Suncheon disse que o laboratório vai realizar testes adicionais para encontrar a causa e o momento exato da morte do empresário.

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A polícia e os promotores têm procurado Byung-eun desde maio e haviam oferecido uma recompensa de US$ 500 mil - cerca de R$ 1 milhão - por informações sobre seu paradeiro. Eles acreditam que o empresário era o dono da balsa e que suposta corrupção pode ter contribuído para o naufrágio.

O desastre, um dos piores da Coreia do Sul nas últimas décadas, causou uma onda de luto nacional e renovou as críticas sobre a segurança pública. Cerca de 100 dias após o desastre, 294 corpos foram recuperados, mas dez ainda estão desaparecidos.

Segundo os promotores disseram na segunda, 139 pessoas foram presas pelo naufrágio, incluindo todos os 15 tripulantes encarregados da navegação do navio e funcionários da Chonghaejin, empresa que operava a balsa. Os membros da tripulação enfrentam acusações de negligência e por não exercer suas funções para resgatar os passageiros e quatro deles são acusados por homicídio.

Byung-eun enfrentou acusações de sonegação fiscal, peculato e negligência profissional. As autoridades suspeitam que o naufrágio pode ter acontecido porque a Chonghaejin ilicitamente canalizou os lucros e deixou de investir em segurança e pessoal.

Ele também controlaria a empresa Chonghaejin por meio de uma complexa rede onde seus filhos e colaboradores mais próximos são grandes acionistas. O governo ofereceu uma recompensa de US$ 100 mil - R$ 221 mil - pelo filho mais velho de Yoo. Uma de suas filhas foi presa em maio na França.

O empresário seria ainda membro de uma igreja cujos críticos e desertores descrevem como um culto. A igreja de Byung-eun foi manchete em 1987 quando 32 pessoas foram encontrados mortos no sótão de uma fábrica perto de Seul, no que as autoridades disseram ser um pacto coletivo de homicídio-suicídio. Os membros da igreja negaram envolvimento. Na ocasião, porém, ele foi inocentado das suspeitas de que estaria por trás dos suicídios por falta de provas, mas foi condenado sob a acusação de fraude.

*Com AP

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