Corpos de vítimas do voo MH17 chegam em área controlada pelo governo da Ucrânia

Por Reuters |

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Restos mortais chegaram a Kharkiv, segundo testemunha, mas traslado para a Holanda só deve ocorrer na quarta-feira (23)

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Um trem levando os restos mortais de vítimas do avião da Malásia derrubado em território sob controle dos separatistas no leste da Ucrânia chegou à cidade de Kharkiv, sob controle do governo, disse uma testemunha à Reuters nesta terça-feira (22).

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Guarda em comboio que transportou os restos mortais de vítimas do voo MH17 da Malaysia Airlines


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A composição, que inclui cinco vagões refrigerados, entrou lentamente na área de uma indústria armamentista em Kharkiv, onde os corpos deverão ser desembarcados e levados para a Holanda. Um porta-voz de uma equipe holandesa de peritos forenses em Kharkiv disse que o traslado para a Holanda não deve ocorrer antes da quarta (23).

Um pouco antes, na manhã desta terça-feira na cidade de Donetsk, cerca de 300 quilômetros a sudeste de Kharkiv, os separatistas entregaram a peritos malaios as duas caixas-pretas do avião.

A entrega, realizada na cidade ucraniana de Donetsk, ocorreu horas depois de o Conselho de Segurança da ONU ter exigido o acesso imediato de enviados internacionais à área da queda. A tragédia deixou 298 mortos.

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"Aqui estão elas, as caixas-pretas", disse Aleksander Borodai, líder separatista sênior, em uma sala repleta de jornalistas na sede da autoproclamada República Popular de Donetsk, enquanto um rebelde armado colocava os objetos sobre a mesa. O coronel Mohamed Sakri, do Conselho de Segurança Nacional da Malásia, disse na reunião que as duas caixas-pretas estavam "em boas condições".

Atirador protege área onde caiu Boeing 777 da Malaysian Airlines (24/7). Foto: ReutersGuardas de honra levam caixão de uma das vítimas do voo malaio abatido na Ucrânia no aeroporto de Kharkiv (23/7). Foto: ReutersRebeldes fazem guarda enquanto monitores da Osce checam destroços do voo abatido na Ucrânia (22/7). Foto: ReutersEquipes resgatam corpos em meio aos escombros de avião que caiu na Ucrânia (21/7). Foto: APPeter Van Vilet, líder da equipe holandesa de investigações forenses, sai de vagão após inspecionar trem refrigerado na Ucrânia (21/7). Foto: APLíder separatista Aleksander Borodai, ao centro, entrega caixas-pretas do voo MH17a Mohamed Sakri (D.), da Malásia (21/7). Foto: Maxim Zmeyev/Reuters/NewscomBoa parte das cidades da Holanda tiveram o sábado (19) marcado por homenagens aos 193 cidadãos mortos em queda de avião na Ucrânia (19/7). Foto: AP PhotoReprodução de vídeo divulgada por Kiev nesta sexta (18/7) supostamente mostra caminhão carregando lançador de míssil Buk usado para abater avião malaio. Foto: ReproduçãoA malaia Siti Dina chora após ver o nome da filha na lista de passageiros a bordo do voo MH17 da Malaysia Airlines em aeroporto de Sepang, Malásia (18/07). Foto: ReutersHomem (azul) cuja família estava a bordo do voo MH17 consola outro que tinha acabado de chegar com a esposa para confirmar mortes (18/07). Foto: ReutersMulher reage a notícias sobre a queda de avião da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia no aeroporto internacional de Kuala Lumpur em Sepang, Malásia (18/07). Foto: APParentes de passageiros a bordo do voo malaio que caiu na Ucrânia chegam a ao aeroporto internacional de Kuala Lumpur, Malásia (18/07). Foto: ReutersReação de uma mulher em frente a embaixada holandesa em Moscou, Rússia (18/07). Foto: Reuters'Nós sentimos muito, muito, muito. É uma vergonha terrível', diz mensagem deixada em frente a embaixada da Holanda em Moscou, Rússia (18/07). Foto: ReutersGaroto deixa flores em frente a embaixada da Holanda em Moscou, Rússia (18/07). Foto: ReutersMembros do Ministério de Emergência ucraniano procuram corpos perto do local onde avião malaio caiu na Ucrânia (18/07). Foto: ReutersTapete cobre corpo de passageiro do voo malaio que caiu em vila perto de Donetsk, Ucrânia (18/07). Foto: ReutersFlores sobre pertences pessoais de passageiros do voo malaio abatido perto de Donetsk, Ucrânia (18/07). Foto: ReutersPertences pessoais de passageiros do voo malaio abatido perto de Donetsk, Ucrânia (18/07). Foto: ReutersMulher afirma que parente estava no avião da Malaysia Airlines e se emociona(17/07). Foto: ReutersDestroços de avião da Malásia e corpos são encontrados no leste da Ucrânia (17/07). Foto: ReutersDestroços de avião da Malásia e corpos são encontrados no leste da Ucrânia (17/07). Foto: ReutersSegundo uma autoridade da Ucrânia, a aeronave teria sido abatida por um míssil lançado por militantes pró-Rússia (17/07). Foto: Reprodução TwitterSegundo uma autoridade da Ucrânia, a aeronave teria sido abatida por um míssil lançado por militantes pró-Rússia (17/07). Foto: Reprodução TwitterSegundo uma autoridade da Ucrânia, a aeronave teria sido abatida por um míssil lançado por militantes pró-Rússia (17/07). Foto: ReproduçãoBoeing com 295 passageiros voava de Amsterdã para Kuala Lumpur (17/07). Foto: ReutersAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa (17/07). Foto: Reprodução TwitterBoeing com 295 passageiros voava de Amsterdã para Kuala Lumpur (17/07). Foto: ReutersVídeo feito após queda do avião da Malásia que caiu na Ucrânia (17/07) . Foto: Reprodução TwitterAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa (17/07). Foto: ReproduçãoAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa (17/07). Foto: Reprodução/TwitterAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa
. Foto: ReutersAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa
. Foto: Reprodução/TwitterAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa
. Foto: ReutersVisão geral mostra o local onde um Boeing 777 da Malaysia Airlines caiu em Grabovo, na região de Donetsk, Ucrânia. Foto: Reuters

Autoridade: Presidente russo exige acesso de especialistas a local onde avião caiu

Os dois lados assinaram então um documento, que Borodai disse ser um protocolo para finalizar o procedimento.

O avião foi derrubado na última quinta-feira (17), quando ia de Amsterdã, Holanda, para Kuala Lumpur, na Malásia. Rebeldes pró-russos declaram ter controle das caixas pretas do avião da Malásia

Combate 

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O Parlamento da Ucrânia aprovou nesta terça um decreto presidencial de convocação de militares da reserva e homens com menos de 50 anos para combater os rebeldes separatistas no leste do país e defender a fronteira contra a concentração de tropas no lado russo.

Cerca de 45 dias depois da última convocação de reservistas, que agora expirou, o governo em Kiev repetiu o decreto para "declarar e conduzir mobilização parcial", de modo a garantir que as fileiras do que a Ucrânia agora define como "operação antiterrorista" sejam supridas.

Depois da votação, houve breve enfrentamento entre parlamentares nacionalistas e membros do partido que era liderado pelo ex-presidente Viktor Yanukovych, derrubado em fevereiro.

As tropas ucranianas forçaram os rebeldes a recuarem para seus principais redutos, as cidades de Donetsk e Luhansk, retomando lentamente o controle de vilarejos e subúrbios ao redor delas.

Quinta: Avião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa

O Exército está sob ordens para não recorrer a bombardeios aéreos e artilharia nessas cidades, o que complica as operações para a retomada do controle da área, apesar das acusações do governo central de que os rebeldes foram os responsáveis pela derrubada do avião da Malásia. Os separatistas negam as acusações.

A Rússia recuou a maioria de seus 40 mil soldados que estavam perto da fronteira no começo do ano, reduzindo o contingente para menos de 1 mil em meados de junho. Mas depois o país voltou a ampliar seu efetivo na área, segundo declarou um militar da Otan este mês.

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