Presidente russo exige acesso de especialistas a local onde voo malaio caiu

Por iG São Paulo |

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Putin diz que queda do avião não deve ser usado com propósito político; Donetsk registra novos confrontos nesta segunda (21)

Reuters
O presidente russo, Vladimir Putin, faz declaração televisionada nos arredores de Moscou, Rússia

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta segunda-feira (21) que a derrubada do avião malaio no leste da Ucrânia não deve ser usado com propósitos políticos e pediu aos separatista que permitam o acesso dos especialistas internacionais ao local da queda da aeronave.

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"Tudo deve ser feito para garantir a segurança dos especialistas internacionais no local da tragédia", disse Putin, vestido com terno e gravata negros, em um pronunciamento pouco comum na TV, no qual ele estava sentado em um escritório.

Putin, que parecia cansado, reiterou sua crença de que o incidente não teria acontecido se as forças do governo ucraniano não tivessem encerrado uma trégua e retomado a campanha militar contra os insurgentes pró-Moscou, no leste da Ucrânia.

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"No entanto, ninguém deveria --e ninguém tem o direito de-- usar essa tragédia para atingir objetivos políticos egoístas. Tais eventos não deveriam dividir as pessoas e sim uní-las", disse ele.

Os comentário de Putin, feitos em seguida a uma bateria de conversas diplomática ao telefone, pareceu ter como objetivo contrapor as críticas dos líderes ocidentais, que acusam o mandatário russo de não se esforçar em convencer os separatistas russos, a quem culpam pela derrubada do avião de passageiros, a interromperem o conflito. Putin defendeu seu papel na crise e reiterou seus pedidos pelo fim das hostilidades no leste ucraniano.

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"Temos mais de uma vez pedido a todas as partes no conflito que interrompam imediatamente o derramamento de sangue e comecem a negociar", disse ele.

Ele pediu a criação de um "corredor humanitário" para permitir o acesso dos especialistas ao local onde o avião foi derrubado, matando todas as 298 pessoas a bordo, dentro do território controlado por rebeldes, mas não chegou a fazer um apelo público aos separatistas.

Apesar dos apelos pelo fim do conflito, confrontos eclodiram nesta segunda-feira perto de uma estação ferroviária de Donetsk, controlada pelo movimento separatista desde abril, no que os rebeldes dizem ter sido uma tentativa da forças do governo de recuperar o controle da cidade.

Veja fotos sobre a queda do voo malaio na Ucrânia

Atirador protege área onde caiu Boeing 777 da Malaysian Airlines (24/7). Foto: ReutersGuardas de honra levam caixão de uma das vítimas do voo malaio abatido na Ucrânia no aeroporto de Kharkiv (23/7). Foto: ReutersRebeldes fazem guarda enquanto monitores da Osce checam destroços do voo abatido na Ucrânia (22/7). Foto: ReutersEquipes resgatam corpos em meio aos escombros de avião que caiu na Ucrânia (21/7). Foto: APPeter Van Vilet, líder da equipe holandesa de investigações forenses, sai de vagão após inspecionar trem refrigerado na Ucrânia (21/7). Foto: APLíder separatista Aleksander Borodai, ao centro, entrega caixas-pretas do voo MH17a Mohamed Sakri (D.), da Malásia (21/7). Foto: Maxim Zmeyev/Reuters/NewscomBoa parte das cidades da Holanda tiveram o sábado (19) marcado por homenagens aos 193 cidadãos mortos em queda de avião na Ucrânia (19/7). Foto: AP PhotoReprodução de vídeo divulgada por Kiev nesta sexta (18/7) supostamente mostra caminhão carregando lançador de míssil Buk usado para abater avião malaio. Foto: ReproduçãoA malaia Siti Dina chora após ver o nome da filha na lista de passageiros a bordo do voo MH17 da Malaysia Airlines em aeroporto de Sepang, Malásia (18/07). Foto: ReutersHomem (azul) cuja família estava a bordo do voo MH17 consola outro que tinha acabado de chegar com a esposa para confirmar mortes (18/07). Foto: ReutersMulher reage a notícias sobre a queda de avião da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia no aeroporto internacional de Kuala Lumpur em Sepang, Malásia (18/07). Foto: APParentes de passageiros a bordo do voo malaio que caiu na Ucrânia chegam a ao aeroporto internacional de Kuala Lumpur, Malásia (18/07). Foto: ReutersReação de uma mulher em frente a embaixada holandesa em Moscou, Rússia (18/07). Foto: Reuters'Nós sentimos muito, muito, muito. É uma vergonha terrível', diz mensagem deixada em frente a embaixada da Holanda em Moscou, Rússia (18/07). Foto: ReutersGaroto deixa flores em frente a embaixada da Holanda em Moscou, Rússia (18/07). Foto: ReutersMembros do Ministério de Emergência ucraniano procuram corpos perto do local onde avião malaio caiu na Ucrânia (18/07). Foto: ReutersTapete cobre corpo de passageiro do voo malaio que caiu em vila perto de Donetsk, Ucrânia (18/07). Foto: ReutersFlores sobre pertences pessoais de passageiros do voo malaio abatido perto de Donetsk, Ucrânia (18/07). Foto: ReutersPertences pessoais de passageiros do voo malaio abatido perto de Donetsk, Ucrânia (18/07). Foto: ReutersMulher afirma que parente estava no avião da Malaysia Airlines e se emociona(17/07). Foto: ReutersDestroços de avião da Malásia e corpos são encontrados no leste da Ucrânia (17/07). Foto: ReutersDestroços de avião da Malásia e corpos são encontrados no leste da Ucrânia (17/07). Foto: ReutersSegundo uma autoridade da Ucrânia, a aeronave teria sido abatida por um míssil lançado por militantes pró-Rússia (17/07). Foto: Reprodução TwitterSegundo uma autoridade da Ucrânia, a aeronave teria sido abatida por um míssil lançado por militantes pró-Rússia (17/07). Foto: Reprodução TwitterSegundo uma autoridade da Ucrânia, a aeronave teria sido abatida por um míssil lançado por militantes pró-Rússia (17/07). Foto: ReproduçãoBoeing com 295 passageiros voava de Amsterdã para Kuala Lumpur (17/07). Foto: ReutersAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa (17/07). Foto: Reprodução TwitterBoeing com 295 passageiros voava de Amsterdã para Kuala Lumpur (17/07). Foto: ReutersVídeo feito após queda do avião da Malásia que caiu na Ucrânia (17/07) . Foto: Reprodução TwitterAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa (17/07). Foto: ReproduçãoAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa (17/07). Foto: Reprodução/TwitterAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa
. Foto: ReutersAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa
. Foto: Reprodução/TwitterAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa
. Foto: ReutersVisão geral mostra o local onde um Boeing 777 da Malaysia Airlines caiu em Grabovo, na região de Donetsk, Ucrânia. Foto: Reuters

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Perícia

O chefe de uma equipe forense holandesa disse nesta segunda que um trem transportando os restos mortais de vítimas do desastre da companhia aérea da Malásia deverá deixar a região da queda esta noite com destino a um lugar "onde possamos realizar nosso trabalho".

"O trem vai sair. Não sabemos a hora e o destino. Temos uma promessa: hoje, partirá", disse ele a repórteres na estação ferroviária da cidade de Torez, no leste da Ucrânia.

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"Só quero que o trem vá a uma cidade onde possamos realizar nosso trabalho. E isso é do interesse de todos, especialmente das famílias das vítimas."

Três investigadores holandeses têm examinado corpos das vítimas do avião. Os EUA e outros países afirmam que há cada vez mais evidências da cumplicidade russa na derrubada do avião na semana passada. 

Novos confrontos

Combates irromperam perto da estação de trem de Donetsk, no leste da Ucrânia, onde era possível ver nuvens de fumaça emergirem de fogo de artilharia que os separatistas pró-Rússia atribuíram a uma tentativa das forças do governo ucraniano de retomar o controle da região, sob liderança dos rebeldes desde abril.

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A população fugia do local enquanto ônibus levavam dezenas de rebeldes para a área central da cidade. Segundo os separatistas, as forças do governo estavam tentando desalojá-los da cidade, dias depois de um avião de uma companhia área da Malásia ter sido derrubado a cerca de 60 quilômetros da área.

"Está perigoso perto da estação ferroviária", disse o conselho municipal da cidade em um comunicado em seu website, pedindo que os moradores da área permanecessem em suas casas. De acordo com o conselho, uma edificação de nove andares foi danificada pelo bombardeio e o transporte foi suspenso na área.

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Donetsk está no centro da rebelião separatista contra o governo central, em Kiev. O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, prometeu retomar o controle da cidade, numa campanha que ele denomina de "operação antiterrorista" contra os separatistas.

Um porta-voz do Conselho de Segurança da Ucrânia disse que o Exército não estava por trás de nenhuma explosão em Donetsk nesta segunda-feira na região de Donetsk, onde os rebeldes disseram que tanques ucranianos estavam entrando na área.

"Nós temos ordens estritas para não recorrer a ataques aéreos e artilharia na cidade. Se existe algum combate na cidade, nós temos informação de que é um pequeno grupo autônomo que está lutando contra os terroristas", afirmou Andriy Lysenko.

*Com BBC e Reuters

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