Especialistas holandeses analisam corpos do voo da Malásia

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Cresce também a pressão sobre os separatistas pró-Rússia para que eles garantam acesso irrestrito para as equipes estrangeiras

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Investigadores holandeses examinaram nesta segunda-feira (21) corpos das vítimas do avião da Malaysia Airlines que estão sendo mantidos em um trem no leste da Ucrânia, em meio à pressão crescente sobre rebeldes pró-Rússia para que ampliem o acesso à área.

Hoje: Presidente russo exige acesso de especialistas a local onde voo malaio caiu

AP
Equipes resgatam corpos em meio aos escombros de avião que caiu na Ucrânia


Ontem: Corpos resgatados do MH17 são colocados em trem, mas destino é incerto

Estes foram os primeiros especialistas estrangeiros a chegar na região onde o Boeing 777 caiu na semana passada, matando todos os 298 ocupantes.

Os três investigadores disseram que o trem, com 196 corpos, deverá deixar a cidade de Torez, controlada pelos rebeldes, para iniciar o processo de identificação. Um segundo trem chegou no domingo para recolher mais corpos.

Monitores da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) já haviam visitado o local, mas o acesso deles aos destroços foi limitada pelos rebeldes. A pressão tem crescido sobre rebeldes pró-Rússia que controlam a região para que ampliem o acesso de equipes internacionais à área do avião.

O primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, disse que todas as opções políticas e econômicas estão na mesa se o acesso ao local seguir restrito. Das vítimas, 193 eram holandesas.

Quinta: Avião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa

"Queremos nossas pessoas de volta", disse ele ao Parlamento.

Os Estados Unidos e outros países disseram haver evidência crescente de cumplicidade russa na queda do avião, e acredita-se que a aeronave tenha sido atingida por um míssil.

A Rússia é acusada de fornecer sistemas de bateria anti-aérea aos rebeldes, mas Moscou nega as acusações.

Atirador protege área onde caiu Boeing 777 da Malaysian Airlines (24/7). Foto: ReutersGuardas de honra levam caixão de uma das vítimas do voo malaio abatido na Ucrânia no aeroporto de Kharkiv (23/7). Foto: ReutersRebeldes fazem guarda enquanto monitores da Osce checam destroços do voo abatido na Ucrânia (22/7). Foto: ReutersEquipes resgatam corpos em meio aos escombros de avião que caiu na Ucrânia (21/7). Foto: APPeter Van Vilet, líder da equipe holandesa de investigações forenses, sai de vagão após inspecionar trem refrigerado na Ucrânia (21/7). Foto: APLíder separatista Aleksander Borodai, ao centro, entrega caixas-pretas do voo MH17a Mohamed Sakri (D.), da Malásia (21/7). Foto: Maxim Zmeyev/Reuters/NewscomBoa parte das cidades da Holanda tiveram o sábado (19) marcado por homenagens aos 193 cidadãos mortos em queda de avião na Ucrânia (19/7). Foto: AP PhotoReprodução de vídeo divulgada por Kiev nesta sexta (18/7) supostamente mostra caminhão carregando lançador de míssil Buk usado para abater avião malaio. Foto: ReproduçãoA malaia Siti Dina chora após ver o nome da filha na lista de passageiros a bordo do voo MH17 da Malaysia Airlines em aeroporto de Sepang, Malásia (18/07). Foto: ReutersHomem (azul) cuja família estava a bordo do voo MH17 consola outro que tinha acabado de chegar com a esposa para confirmar mortes (18/07). Foto: ReutersMulher reage a notícias sobre a queda de avião da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia no aeroporto internacional de Kuala Lumpur em Sepang, Malásia (18/07). Foto: APParentes de passageiros a bordo do voo malaio que caiu na Ucrânia chegam a ao aeroporto internacional de Kuala Lumpur, Malásia (18/07). Foto: ReutersReação de uma mulher em frente a embaixada holandesa em Moscou, Rússia (18/07). Foto: Reuters'Nós sentimos muito, muito, muito. É uma vergonha terrível', diz mensagem deixada em frente a embaixada da Holanda em Moscou, Rússia (18/07). Foto: ReutersGaroto deixa flores em frente a embaixada da Holanda em Moscou, Rússia (18/07). Foto: ReutersMembros do Ministério de Emergência ucraniano procuram corpos perto do local onde avião malaio caiu na Ucrânia (18/07). Foto: ReutersTapete cobre corpo de passageiro do voo malaio que caiu em vila perto de Donetsk, Ucrânia (18/07). Foto: ReutersFlores sobre pertences pessoais de passageiros do voo malaio abatido perto de Donetsk, Ucrânia (18/07). Foto: ReutersPertences pessoais de passageiros do voo malaio abatido perto de Donetsk, Ucrânia (18/07). Foto: ReutersMulher afirma que parente estava no avião da Malaysia Airlines e se emociona(17/07). Foto: ReutersDestroços de avião da Malásia e corpos são encontrados no leste da Ucrânia (17/07). Foto: ReutersDestroços de avião da Malásia e corpos são encontrados no leste da Ucrânia (17/07). Foto: ReutersSegundo uma autoridade da Ucrânia, a aeronave teria sido abatida por um míssil lançado por militantes pró-Rússia (17/07). Foto: Reprodução TwitterSegundo uma autoridade da Ucrânia, a aeronave teria sido abatida por um míssil lançado por militantes pró-Rússia (17/07). Foto: Reprodução TwitterSegundo uma autoridade da Ucrânia, a aeronave teria sido abatida por um míssil lançado por militantes pró-Rússia (17/07). Foto: ReproduçãoBoeing com 295 passageiros voava de Amsterdã para Kuala Lumpur (17/07). Foto: ReutersAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa (17/07). Foto: Reprodução TwitterBoeing com 295 passageiros voava de Amsterdã para Kuala Lumpur (17/07). Foto: ReutersVídeo feito após queda do avião da Malásia que caiu na Ucrânia (17/07) . Foto: Reprodução TwitterAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa (17/07). Foto: ReproduçãoAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa (17/07). Foto: Reprodução/TwitterAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa
. Foto: ReutersAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa
. Foto: Reprodução/TwitterAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa
. Foto: ReutersVisão geral mostra o local onde um Boeing 777 da Malaysia Airlines caiu em Grabovo, na região de Donetsk, Ucrânia. Foto: Reuters

Dos 298: Equipes de emergência dizem ter achado 196 corpos do avião da Malásia

Dúvidas sobre investigação

Separatistas disseram que irão entregar as caixas-pretas do MH17 à Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), mas o Departamento de Estado dos EUA disse que rebeldes alteraram outras potenciais evidências.

Equipamentos pesados foram vistos removendo destroços no local da queda do avião no domingo. A investigação sobre as causas da queda da aeronave enfrenta diversas dificuldades. Segundo a OACI, um órgão da ONU, a responsabilidade pela investigação é ao Estado onde o acidente ou incidente ocorreu. 

Após queda de avião da Malásia: Presidente russo pede cessar-fogo na Ucrânia

No entanto, quase toda investigação de um grande incidente aéreo torna-se um caso internacional que reúne diversos países devido a especialistas técnicos, recursos ou - como neste caso - as ramificações políticas do desastre.

Diversos países ocidentais pediram uma investigação internacional completa e independente.

A autoridade de aviação russa - que inclui ex-Estados soviéticos, como a Ucrânia, como signatários de seu tratado - disse que qualquer investigação deveria ocorrer sob supervisão da OACI.

O local onde o avião caiu é controlado por separatistas pró-Rússia, que disseram que irão permitir acesso de investigadores internacionais.

Autoridade dos EUA à rede CNN: Avião da Malásia foi abatido sobre a Ucrânia

Correspondentes dizem que, se for confirmado que o Boeing foi derrubado por separatistas com armamento fornecido por Moscou, isto poderá mudar significativamente o debate sobre a crise na Ucrânia.

Confrontos entre rebeldes e forças do governo seguem na cidade de Donetsk, também no leste da Ucrânia, com relatos de armamento pesado sendo usado. Um prédio foi incendiado e correspondentes da BBC na região citaram um alto número de pessoas deixando a cidade. Estima-se que o conflito iniciado em abril já tenha matado mais de mil pessoas.

Pressão sobre Rússia

Ligações interceptadas sugerem que um sistema de mísseis russo conhecido como BUK teria sido transferido para os rebeldes, disse o secretário de Estado americano, John Kerry.

Kerry disse que os EUA captaram movimento de equipamentos militares da Rússia para a Ucrânia no mês passado, incluindo um comboio de veículos blindados, tanques e lançadores de foguetes.

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Ele afirmou que os EUA teriam tido acesso a um vídeo que mostra um lançador sendo levado de volta à Rússia após a queda do MH17.

"Há uma enorme quantidade de evidência que aponta para o envolvimento da Rússia em prover estes sistemas, em treinar as pessoas para usá-los", disse Kerry em entrevista a uma emissora de TV americana.

Ele ameaçou aplicar maiores sanções contra a Rússia e pediu que aliados europeus assumam uma posição mais firme com o presidente russo, Vladimir Putin, após o incidente que chamou de "despertador".

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O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que a Europa e o Ocidente "devem mudar fundamentalmente nossa relação com a Rússia" se Putin "não mudar sua relação com a Ucrânia".

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