Alerta foi feito neste domingo pelo Consórcio de Organizações Não-Governamentais da Somália, que inclui 19 instituições

Três anos depois de viver uma crise de fome que deixou um total de 258 mil mortos no país, a Somália está à beira de uma nova catástrofe devido à seca na região. O alerta foi feito, neste domingo (20), por organizações não-governamentais (ONGs), segundo as quais a solução só se dará por meio de ajuda humanitária urgente.

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O alerta foi lançado pelo Consórcio de Organizações Não Governamentais da Somália, que inclui 19 instituições locais e internacionais, entre as quais a Action Contre la Faim (ACF), Acted, Oxfam, Solidarités International ou World Vision. O comunicado também chama a atenção para a falta de fundos para ajudar a evitar a crise.

Família em vilarejo no país, localizado na região do continente conhecida como Chifre da África
Reuters
Família em vilarejo no país, localizado na região do continente conhecida como Chifre da África

“Os sinais de seca reapareceram na Somália […] e não devem ser ignorados para evitar a voltar a cair nas mesmas condições que levaram à catástrofe de 2011”, informou a nota. As ONGs apelaram a uma ajuda urgente que se prolongue pelos próximos três a seis meses, afirmando que constam menos de 30% dos fundos necessários para fazer face à atual crise na Somália.

No dia 20 de julho de 2011, precisamente há três anos, quando uma das piores secas em 50 anos afetou mais de 10 milhões de pessoas na região do Chifre da África, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou estado de fome em diversas regiões da Somália, onde a situação de guerra e o caos permanente, desde 1991, agravaram a catástrofe climática.

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Os seis meses de fome, que se estenderam em todo o país, fizeram quase 280 mil mortos, metade dos quais crianças com menos de 5 anos de idade. Foi um dos piores registros do gênero nos últimos 25 anos.

*Com Agência Brasil

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