Com ofensiva, palestinos mortos já são 400; soldados israelenses passam de 15

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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ONU alertou para o fim do estoque de suprimentos para ajudar mais de 50 mil palestinos que se abrigam em escolas em Gaza

Com a ampliação da ofensiva do exército israelense à Faixa de Gaza, o número de mortos do lado palestino já chegou a 400, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Israel, que conta com moderno método de defesa com escudos contra os mísseis lançados pelo Hamas, registrou as mortes de dois civis e 18 soldados - 13 deles mortos em uma única ação, neste domingo (20), em uma emboscada.  

Do lado dos civis, mais de 40 pessoas morreram no distrito de Shejaiya em fortes bombardeios durante a noite de sábado (19), disseram médicos. Ambulâncias não puderam chegar ao local devido aos ataques, e testemunhas relataram que corpos estão espalhados pela rua.

Israel aprofunda ação em Gaza para destruir túneis do Hamas

Reuters
Mais de 40 pessoas morreram no distrito de Shejaiya em fortes bombardeios, dizem médicos


No sábado, dois soldados israelenses morreram durante um tiroteio com militantes palestinos que usaram túneis para invadir Israel e realizar ataques, disse o Exército. Apesar da ofensiva israelense, militantes continuam a lançar foguetes contra Israel.

O Exército israelense disse em comunicado que "forças adicionais" se juntaram ao "esforço de combater o terror" em Gaza.

Cenário: Conheça o dia a dia da vida repleta de restrições em Gaza

O coronel Peter Lerner, porta-voz do Exército israelense, disse que a ofensiva terrestre estava sendo ampliada para "restabelecer a segurança e a estabilidade dos moradores e cidadãos de Israel".

A ONU alertou para o fim do estoque de suprimentos para ajudar mais de 50 mil palestinos que se abrigam em escolas da entidade em Gaza.

Unidade de artilharia móvel israelense dispara em direção a Faixa de Gaza (18/07). Foto: ReutersUnidade de artilharia móvel israelense dispara em direção a Faixa de Gaza (18/07). Foto: ReutersSoldados israelenses viajam sobre tanque em área do lado de fora da Faixa de Gaza (18/07). Foto: ReutersSoldado israelense segura projétil perto de unidade de artilharia móvel do lado de fora da Faixa de Gaza (18/07). Foto: ReutersFumaça toma o céu após, segundo testemunhas, ataques israelenses na Faixa de Gaza (18/07). Foto: ReutersPalestina carrega a filha enquanto foge de sua casa depois de ofensiva terrestre israelense em Rafah, sul da Faixa de Gaza (18/07). Foto: ReutersPalestinos viajam em um riquixá após fugirem de suas casas depois de ofensiva terrestre israelense no sul da Faixa de Gaza (18/07). Foto: ReutersMoradores correm para inspecionar danos após edifício ser atingido por um míssil israelense na cidade de Gaza (18/07). Foto: APFumaça cobre o céu após ataque com mísseis israelense na cidade de Gaza, no norte da Faixa de Gaza (18/07). Foto: APMédicos palestinos tratam menina ferida na sala de emergência do hospital Shifa, no norte da Faixa de Gaza (18/07). Foto: APFumaça toma céu após ataque com mísseis israelense na cidade de Gaza, no norte da Faixa de Gaza (18/07). Foto: APTanque de Israel manobra para tomar posição ao longo da fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza (17/08). Foto: APTanque cruza para a Faixa de Gaza, na fronteira Israel-Gaza, no início de ofensiva terrestre (17/07). Foto: APTropas cruzam para a Faixa de Gaza na fronteira Israel-Gaza no início de ofensiva terrestre (17/07). Foto: APTropas israelenses depois de cruzar para a Faixa de Gaza, no início de ofensiva terrestre (17/07). Foto: AP

Uma autoridade da ONU disse que o número de pessoas deixando suas casas é maior do que o esperado, com as fronteiras de Gaza com Israel e Egito fechada para palestinos.

Corrida diplomática

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, deverá se reunir com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, no Catar, como parte de esforços na região para que israelenses e palestinos "encerrem a violência e encontrem um caminho", disse a entidade.

Abbas também deverá se reunir com o líder do Hamas, Khaled Meshaal, em uma tentativa de convencer o grupo islâmico que governa Gaza a aceitar um acordo para encerrar o conflito.

Dia 15: Primeiro israelense morre por disparo de Gaza desde o início do conflito

Soldados israelenses invadiram Gaza na quinta-feira após 10 dias de uma grande ofensiva aérea e naval que não conseguiu interromper o disparo de foguetes contra Israel por militantes palestinos que atuam no território.

Israel diz que a operação terrestre é necessária para atingir a rede de túneis do Hamas.

Moradores de Gaza relataram terem ouvido explosões durante toda a noite de sábado.

Um ataque aéreo no subúrbio de Shejaiya atingiu a casa da autoridade do Hamas Khalil al-Hayya, deixando quatro mortos, incluindo seu filho e nora, disseram médicos palestinos.

Temores sobre civis

Esforços diplomáticos para um cessar-fogo não chegaram a um acordo.

O ministro de Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, se reuniu com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no sábado, mas disse que as tentativas de se chegar a uma trégua fracassaram.

"Infelizmente, eu posso dizer que o pedido por um cessar-fogo não foi ouvido, pelo contrário, há o risco de mais mortes civis, o que nos deixa preocupados", disse ele a jornalistas.

O Hamas rejeitou um cessar-fogo mediado pelo Egito na semana passada, alegando que qualquer acordo com Israel deve envolver um fim ao bloqueio à Gaza.

*Com BBC Brasil

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