Países do Ocidente pediram que a Rússia pressione os separatistas para que o acesso ao local da queda seja ampliado

BBC

A aeronave levava 298 pessoas quando acredita-se ter sido atingida por um míssil na região de Donetsk, sob controle de rebeldes pró-Rússia, na quinta-feira. Não há sobreviventes.

Ucrânia e separatistas têm trocado acusações pela queda do Boeing 777, que fazia o voo entre Amsterdã e Kuala Lumpur.

A BBC apurou que alguns dos corpos resgatados foram levados para a cidade de Torez, sob comando rebelde.

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O Departamento de Estado americano informou haver diversos relatos de que corpos e partes da aeronave estariam sendo removidos e potenciais evidências sobre as causas da queda poderiam estar sendo alteradas.

Correspondentes da BBC disseram que o local ainda não foi devidamente isolado.

A Ucrânia acusou os rebeldes separatistas de tentar destruir as provas de "um crime internacional".

Observadores internacionais deverão retornar à região da queda neste domingo.

Pressão sobre a Rússia

Países do Ocidente têm criticado restrições impostas pelos separatistas na área, e pediram que a Rússia os pressione para que o acesso ao local onde o avião caiu seja ampliado.

O primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, afirmou no sábado ter dito ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, que o tempo estava "se esgotando" para que ele ajudasse na operação. A maioria das vítimas era holandesa.

Já o Reino Unido convocou o enviado russo e disse que os "olhos do mundo" estavam sobre Moscou.

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A lista de passageiros divulgada pela Malaysia Airlines revela que o avião carregava 193 holandeses (incluindo um com dupla-cidadania americana), 43 malaios (incluindo 15 membros da tripulação), 27 australianos, 12 indonésios, 10 britânicos (incluindo um com dupla-cidadania sul-africana), quatro alemães, quatro belgas, três filipinos, um canadense e um neozelandês.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na sexta-feira que o avião foi destruído por um míssil lançado pelos rebeldes que, segundo ele, não teriam conseguido realizar o ataque sem o apoio de Moscou.

A Rússia nega qualquer envolvimento e rejeitou as acusações do Ocidente de que está alimentando o conflito na Ucrânia.

Kiev classificou o desastre como um "ato de terrorismo" e divulgou o que seriam conversas telefônicas que comprovariam que o avião foi abatido por separatistas do leste do país.

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