298 pessoas estavam a bordo da aeronave abatida por míssil no leste europeu; dois cachorros também estão entre as vítimas

O Subsecretário Geral da Organização das Nações Unidas para Relações Políticas, Jeffrey Feltman, afirmou que 80 crianças estavam entre as vítimas do avião abatido por um míssil no leste da Ucrânia, ocorrido na quinta-feira (17), próximo à fronteira com a Rússia.

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No total, a aeronave tinha 298 pessoas de 12 nacionalidades a bordo, todas mortas na explosão que derrubou o Boeing 777 da Malaysia Airlines que havia saído horas antes de Amsterdã em direção a Kuala Lumpur, na Malásia. Entre os mortos estão alguns dos mais proeminentes estudiosos da Aids que se dirigiam à 20ª Conferência Internacional da Aids, em Melbourne, Austrália. Dois cachorros também estavam no avião.

Segundo apuração da rede de notícias norte-americana CNN, boa parte dos passageiros estava em férias. Além de 193 holandeses e de 43 malaios - incluindo 15 tripulantes e duas crianças -, havia 27 australianos, 12 indonésios, dez britânicos - um deles com cidadania sul-africana -, quatro alemães, quatro belgas, três filipinos, um canadense, um americano, um honconguês e um neo-zelandês.

Veja vídeo de explosão e fumaça negra após acidente:

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O caso
O avião da Malaysia Airlines fazia o vôo de Amsterdã a Kuala Lumpur quando caiu entre Krasni Luch, na região de Luhansk, e Shakhtarsk, em Donetsk, próximo a uma vila chamada Grabovo, região sob controle de separatistas russos, na quinta-feira (17).

A região onde o voo foi perdido teve vários episódios de confrontos entre os dois lados em dias recentes. Anton Gerashenko, um conselheiro do Ministério do Interior, disse em sua página no Facebook que o voo MH17 voava a uma altitude de 10 mil metros quando foi atingido por um míssil terra-ar de um lançador Buk, que pode disparar projéteis a uma altitude de 22 mil metros. Os EUA concluíram o mesmo, após análise de um sistema de radar. 

A Ucrânia classificou a queda como um "ato de terrorismo" e divulgou o que disse ser ligações interceptadas que provam que a aeronave foi derrubada por separatistas.

Mas os rebeldes pró-Rússia alegam que um jato da força aérea ucraniana abateu o avião.

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