Apesar da melhora, homens armados ainda impedem aproximação da OSCE a alguns dos destroços do voo

Reuters

Monitores internacionais disseram, neste sábado (19), ter recebido permissão para visitar com mais frequência o local onde o avião de passageiros da Malásia caiu, em uma região controlada por rebeldes no leste da Ucrânia. No entanto, homens armados ainda impedem que eles se aproximem de alguns dos destroços.

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Em um cenário às vezes tenso, no qual os rebeldes pró-Rússia mostram-se claramente desconfortáveis com a presença de observadores e da imprensa, um funcionário de alto-escalão da Organização para a Segurança e Cooperação da Europa (OSCE) disse que o acesso melhorou desde a chegada de representantes da entidade, na sexta-feira (18).

A garantia da segurança no local e a preservação das evidências é crucial para que os investigadores tentem reconstituir o que e quem fez o avião cair, embora algumas autoridades tenham sugerido que o cenário da queda já foi comprometido nos dois últimos dias.

“Agora tivemos a possibilidade de ver um pouco mais desse cenário um tanto extenso. Observamos a situação aqui da maneira como nos foi apresentada”, disse Alexander Hug, vice-monitor-chefe da missão de monitoramento especial enviada à Ucrânia pela OSCE. “Também tivemos a possibilidade de falar com aqueles que estão no comando aqui e com os moradores do vilarejo local."

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Ele justificou a mudança aos jornalistas, afirmando que, "como em qualquer trabalho, a cooperação melhora ao longo do tempo”.

Na sexta, um grupo de monitores foi impedido de seu trabalho por “equipes armadas, que agiram de modo muito pouco cortês e não profissional”, disse um porta-voz da OSCE.

Veja fotos da tragédia que deixou 298 mortos no leste da Ucrânia:


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