Ao menos sete passageiros de ônibus são assassinados por terroristas no Quênia

Por AP |

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Assumido pelo grupo Al-Shabab, ligado à Al Qaeda, ataque ocorreu no mesmo local onde 87 foram mortos recentemente

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Ao menos sete passageiros de um ônibus foram assassinados em um ataque perpetrado por atiradores na costa da República do Quênia, na África Oriental, na noite de sexta-feira (18). A chacina ocorreu no mesmo local onde outras 87 pessoas foram mortas recentemente, de acordo com a Cruz Vermelha do país.

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Policial e civis observam, neste sábado, veículo baleado na noite anterior, na costa do país


O ataque ocorreu em uma área chamada Corner Mbaya, quando o ônibus fazia um trajeto entre as cidades de Mombasa e Lamu. Segundo as autoridades, só não foi registrado um número ainda maior de vítimas devido ao fato de a maioria dos passageiros do ônibus de 52 lugares ter escapado para uma floresta próxima ao local da chacina, cuja autoria foi assumida por militantes do grupo somali Al-Shabab, ligado à Al Qaeda. 

O chefe de polícia David Kimaiyo decretou toque de recolher no Condado de Lamu, afirmando que as florestas da região não devem ser frequentadas, pois, acredita, são locais de esconderijo de atiradores. Ele ainda ordenou a que ônibus passem a viajar acompanhados de escolta armada e disse que prenderá aqueles encontrados em florestas.

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O comissário de polícia do condado, Miri Njenga, disse que os atiradores usaram um carro roubado para bloquear a estrada e impedir a passagem do ônibus. Segundo a passageira Patricia Mbuvi, que se machucou com um vidro quebrado, os terroristas usavam máscaras e roupas semelhantes a fardas de polícia e atiraram assim que o veículo parou.

"O ataque foi uma resposta à afirmação dos governantes do Quênia de que todas as áreas onde aconteceram ataques estão agora seguras por suas tropas", disse o grupo Al-Shabab, responsável pela morte de outras 67 pessoas em um shopping na capital do país, Nairóbi, em setembro.

A onda de violência já levou autoridades britânicas a aconselharem seus cidadãos a não se aproximar de áreas localizadas no perímetro de 60 km de distância da fronteira entre Quênia e Somália.

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