Obama: Evidências indicam que míssil de área pró-Rússia abateu avião da Malásia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Embaixadora dos EUA na ONU afirma não descartar que oficiais russos tenham auxiliado separatistas a disparar armamento

Os EUA começaram nesta sexta-feira a reunir os argumentos para apontar a culpa de forças separatistas apoiadas pela Rússia na queda de um avião da Malásia na Ucrânia, um desastre que poderia escalar dramaticamente a crise na Ucrânia.

Quinta: Avião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa

AP
Presidente dos EUA, Barack Obama, faz pausa enquanto fala sobre a situação na Ucrânia

Após queda de avião da Malásia: Presidente russo pede cessar-fogo na Ucrânia

Na Casa Branca, o presidente dos EUA, Barack Obama, disse que as evidências até agora indicam que o voo MH17 da Malaysia Airlines foi atingido por um míssil terra-ar disparado de uma área controlada por separatistas pró-Rússia. O líder americano pediu um cessar-fogo imediato para permitir uma investigação completa.

Embora tenha feito a ressalva de que as circunstâncias exatas do acidente ainda estão sendo determinadas, Obama apontou seu dedo para a Rússia por oferecer ajuda aos separatistas que, sugeriu, lhes permitiu derrubar a aeronave. Ele afirmou que tal ataque não seria possível sem equipamentos e treinamentos sofisticados — "e isso está vindo da Rússia".

Autoridade dos EUA à rede CNN: Avião da Malásia foi abatido sobre a Ucrânia

"Obviamente, estamos começando a chegar a algumas conclusões dado a natureza do disparo que foi feito", disse. "Há apenas alguns tipos de mísseis antiaéreos que podem alcançar até 10 mil metros e derrubar um jato de passageiros."

Ele lembrou que não era a primeira vez que os separatistas derrubaram aviões na região, acrescentando que um "contínuo fluxo de apoio da Rússia" incluía armamentos pesadas e armas antiaéreas. "Isso foi uma tragédia global", disse Obama. "Uma aeronave asiática foi destruída nos céus europeus cheia de civis de vários países, então deve haver uma investigação internacional crível sobre o que aconteceu."

Atirador protege área onde caiu Boeing 777 da Malaysian Airlines (24/7). Foto: ReutersGuardas de honra levam caixão de uma das vítimas do voo malaio abatido na Ucrânia no aeroporto de Kharkiv (23/7). Foto: ReutersRebeldes fazem guarda enquanto monitores da Osce checam destroços do voo abatido na Ucrânia (22/7). Foto: ReutersEquipes resgatam corpos em meio aos escombros de avião que caiu na Ucrânia (21/7). Foto: APPeter Van Vilet, líder da equipe holandesa de investigações forenses, sai de vagão após inspecionar trem refrigerado na Ucrânia (21/7). Foto: APLíder separatista Aleksander Borodai, ao centro, entrega caixas-pretas do voo MH17a Mohamed Sakri (D.), da Malásia (21/7). Foto: Maxim Zmeyev/Reuters/NewscomBoa parte das cidades da Holanda tiveram o sábado (19) marcado por homenagens aos 193 cidadãos mortos em queda de avião na Ucrânia (19/7). Foto: AP PhotoReprodução de vídeo divulgada por Kiev nesta sexta (18/7) supostamente mostra caminhão carregando lançador de míssil Buk usado para abater avião malaio. Foto: ReproduçãoA malaia Siti Dina chora após ver o nome da filha na lista de passageiros a bordo do voo MH17 da Malaysia Airlines em aeroporto de Sepang, Malásia (18/07). Foto: ReutersHomem (azul) cuja família estava a bordo do voo MH17 consola outro que tinha acabado de chegar com a esposa para confirmar mortes (18/07). Foto: ReutersMulher reage a notícias sobre a queda de avião da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia no aeroporto internacional de Kuala Lumpur em Sepang, Malásia (18/07). Foto: APParentes de passageiros a bordo do voo malaio que caiu na Ucrânia chegam a ao aeroporto internacional de Kuala Lumpur, Malásia (18/07). Foto: ReutersReação de uma mulher em frente a embaixada holandesa em Moscou, Rússia (18/07). Foto: Reuters'Nós sentimos muito, muito, muito. É uma vergonha terrível', diz mensagem deixada em frente a embaixada da Holanda em Moscou, Rússia (18/07). Foto: ReutersGaroto deixa flores em frente a embaixada da Holanda em Moscou, Rússia (18/07). Foto: ReutersMembros do Ministério de Emergência ucraniano procuram corpos perto do local onde avião malaio caiu na Ucrânia (18/07). Foto: ReutersTapete cobre corpo de passageiro do voo malaio que caiu em vila perto de Donetsk, Ucrânia (18/07). Foto: ReutersFlores sobre pertences pessoais de passageiros do voo malaio abatido perto de Donetsk, Ucrânia (18/07). Foto: ReutersPertences pessoais de passageiros do voo malaio abatido perto de Donetsk, Ucrânia (18/07). Foto: ReutersMulher afirma que parente estava no avião da Malaysia Airlines e se emociona(17/07). Foto: ReutersDestroços de avião da Malásia e corpos são encontrados no leste da Ucrânia (17/07). Foto: ReutersDestroços de avião da Malásia e corpos são encontrados no leste da Ucrânia (17/07). Foto: ReutersSegundo uma autoridade da Ucrânia, a aeronave teria sido abatida por um míssil lançado por militantes pró-Rússia (17/07). Foto: Reprodução TwitterSegundo uma autoridade da Ucrânia, a aeronave teria sido abatida por um míssil lançado por militantes pró-Rússia (17/07). Foto: Reprodução TwitterSegundo uma autoridade da Ucrânia, a aeronave teria sido abatida por um míssil lançado por militantes pró-Rússia (17/07). Foto: ReproduçãoBoeing com 295 passageiros voava de Amsterdã para Kuala Lumpur (17/07). Foto: ReutersAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa (17/07). Foto: Reprodução TwitterBoeing com 295 passageiros voava de Amsterdã para Kuala Lumpur (17/07). Foto: ReutersVídeo feito após queda do avião da Malásia que caiu na Ucrânia (17/07) . Foto: Reprodução TwitterAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa (17/07). Foto: ReproduçãoAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa (17/07). Foto: Reprodução/TwitterAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa
. Foto: ReutersAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa
. Foto: Reprodução/TwitterAvião da Malásia cai na Ucrânia perto da fronteira russa
. Foto: ReutersVisão geral mostra o local onde um Boeing 777 da Malaysia Airlines caiu em Grabovo, na região de Donetsk, Ucrânia. Foto: Reuters

Sem mea culpa: Ucrânia e separatistas pró-Rússia negam ter abatido avião da Malásia

Ele alertou que o incidente mostrava que a crise na Ucrânia não seria localizada ou contida na região. "Isso deve fazer com que todos prestem atenção", disse Obama.

Funcionários do FBI e da Comissão Nacional de Segurança de Transportes estão a caminho da Ucrânia para ajudar a determinar o que aconteceu, disse Obama. Ele alertou que as evidências não devem ser adulteradas enquanto está em andamento uma investigação apoiada pela ONU e, afirmou, "faremos com que todos os membros da organização, incluindo a Rússia, mantenham sua palavra" em permitir o acesso ao local da queda.

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A embaixadora dos EUA na ONU, Samantha Power, em um discurso perante a organização, disse que os EUA não descartam a possibilidade de que oficiais russos tenham assistido os separatistas em disparar o míssil contra o avião, que levava 298 pessoas a bordo (283 passageiros e 15 tripulantes). "A Rússia pode parar essa guerra", disse. "A Rússia deve parar essa guerra."

Sob condição de anonimato, um funcionário dos EUA disse que todos as evidências disponíveis, incluindo imagens por satélite, apontam que o avião foi derrubado por um míssil antiaéreo SA-11 disparado no leste da Ucrânia por forças separatistas ucranianas. Os EUA detectaram três eventos discretos associados à derrubada, disse: o lançamento do míssil do lado ucraniano da fronteira, o impacto do míssil contra o avião e o choque da máquina contra o solo.

Segundo a Malaysia Airlines, entre os passageiros havia 189 holandeses, 29 malaios, 27 australianos, 12 indonésios, nove britânicos, quatro alemães, quatro belgas, três filipinos, um canadense, um neozelandês e um americano, além de três passageiros cujas nacionalidades ainda não foram identificadas.

O avião foi abatido no leste da Ucrânia, perto da fronteira com a Rússia, em uma área onde o apoio de Moscou aos separatistas pró-Rússia alarmou os EUA e seus aliados europeus. O incidente aconteceu um dia depois de Obama ter anunciado sanções econômicas mais amplas contra a Rússia por seus movimentos na Ucrânia.

*Com AP

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