Com 298 pessoas a bordo, voo MH17 da Malaysia Airlines caiu no leste ucraniano, área de choques entre rebeldes e governo

A Ucrânia disse que um avião de passageiros com 298 pessoas a bordo foi abatido nesta quinta-feira enquanto sobrevoava o país, mas tanto o governo quanto os separatistas pró-Rússia que travam confrontos na região leste negaram responsabilidade no incidente.

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Enquanto colunas de fumaça negra subiam perto da vila sob controle rebelde no leste da Ucrânia, corpos podiam ser visto no local da queda, localizado a 40 km da fronteira russa. O avião parece ter se quebrado antes do impacto no solo e os destroços em chamas — que incluíram partes de corpos e pertences dos passageiros — ficaram espalhados por uma ampla área.

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No Twitter, a companhia aérea informou que perdeu contato com um de seus voos enquanto ele viajava de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur, sobre o espaço aéreo ucraniano.

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, classificou a queda de ato de terrorismo e pediu uma investigação internacional sobre o acidente.

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O governo da região de Donetsk disse nesta quinta-feira que o avião caiu perto da vila chamada de Grabovo, que atualmente estaria sob controle dos separatistas. A região onde o voo foi perdido teve vários episódios de confrontos entre os dois lados em dias recentes.

Anton Gerashenko, um conselheiro do Ministério do Interior, disse em sua página no Facebook que o voo MH17 voava a uma altitude de 10 mil metros quando foi atingido por um míssil terra-ar de um lançador Buk, que pode disparar projéteis a uma altitude de 22 mil metros.

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Poroshenko afirmou que as forças armadas de seu país não dispararam contra nenhum alvo aéreo. "Não excluímos a possibilidade de que essa aeronave tenha sido abatida, e afirmamos que as Forças Armadas ucranianas não atuaram contra alvos aéreos", disse. "Temos certeza de que os culpados por essa tragédia serão responsabilizados."

O líder separatista Andrei Purgin disse à Associated Press que tinha certeza de que os soldados ucranianos abateram o avião, mas não deu nenhuma explicação ou prova para corroborar sua declaração. Purgin disse não saber se as forças rebeldes têm em mãos lançadores de míssil Buk, mas disse que, mesmo que tivessem, não têm combatentes capazes de operá-los.

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Um lançador similar foi visto por jornalistas da Associated Press perto da cidade oriental ucraniana de Snizhne na manhã desta quinta-feira.

Essa é a segunda queda de um avião da Malaysia Airlines neste ano. Em 8 de março, o voo MH370 desapareceu quando viajava de Kuala Lumpur para Pequim com 239 pessoas a bordo . O avião ainda não foi encontrado, com as buscas tendo se concentrada no Oceano Índico no extremo oeste da Austrália.

O ministro da Defesa da Malásia, Hishamuddin Hussein, afirmou no Twitter que não há confirmação de que o avião foi abatido. Ele disse que instruiu o Exército do país a verificar a informação.

Houve, previamente, disputas sobre aviões que caíram na região.

Na tarde de quarta-feira, um jato ucraniano foi abatido por um míssil ar-ar de um avião russo, disseram autoridades ucranianas nesta quinta, acrescentando elementos ao que Kiev diz ser uma prova cada vez maior de que Moscou está apoiando diretamente os insurgentes separatistas no leste da Ucrânia. O porta-voz do Conselho de Segurança Andrei Lysenko disse que o piloto do jato Sukhoi-25 atingido pelo míssil foi forçado a se ejetar.

Rebeldes pró-Rússia, enquanto isso, reivindicaram responsabilidade por um ataque na quarta-feira contra dois jatos ucranianos Sukhoi-25. O Ministério da Defesa da Ucrânia disse que o segundo jato foi atingido por um míssil terra-ar portátil, mas acrescentou que o piloto saiu ileso e conseguiu pousar o avião com segurança.

No início desta semana, a Ucrânia afirmou que um avião de transporte militar foi abatido na segunda-feira por um míssil disparado do território russo. Os rebeldes são conhecidos por possuir lançadores de foguetes antiaéreos, mas as autoridades ucranianas dizem que esse tipo de arma não seria capaz de derrubar um avião comercial.

Moscou nega as acusações ocidentais de que apoia os separatistas ou de que semeie intranquilidade em seu vizinho.

*Com AP

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